Hernani - FC Porto & Portugal NT Legend

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Hernani - FC Porto & Portugal NT Legend

Postby quinas1139 » January 3rd, 2009, 10:39 pm

Hernani

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Nome Hernâni Ferreira da Silva
Nacionalidade Portugal
Nascimento 1931-09-01
Naturalidade Águeda - Portugal


Source/Fonte - ESTRELASDOFCP.BLOGSPOT.com

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Hernâni foi considerado por muitos como o melhor jogador português de todos os tempos. Nasceu na cidade de Águeda no dia 1 de Setembro de 1931.
Começou por jogar futebol no Recreio de Águeda e desde logo apareceu o interesse do Futebol Clube do Porto que o levou para a cidade Invicta. Fez a sua estreia com a camisola azul e branca no dia 10 de Setembro de 1950 contra o Estoril, que os portistas venceram por 4-3 com Hernâni a contribuir para a vitória ao apontar um golo. Representou sempre o FCP, tendo só uma curta incursão pelo Estoril quando foi obrigado a cumprir o serviço militar, mas com a condição de não defrontar o Futebol Clube do Porto.

Jogador polivalente no meio-campo, também jogava no ataque (marcou mais de 100 golos em toda a sua carreira). Fez parte de uma equipa onde sobressaíam nomes como: Pedroto, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa ou Jaburu.

Venceu dois Campeonatos Nacionais, em 1955/56 com o técnico brasileiro Yustrich, e em 1958/59 com o hungaru Bela Gutmann. Tendo Hernâni apontado 10 golos no primeiro título e 15 no segundo.
Além das suas qualidades invulgares como futebolista, Hernâni tinha também um forte caracter e são bem conhecidos os problemas que tinha com o treinador Yustrich, que chegaram mesmo a confrontos físicos á entrada para os balneários (ainda por trás da baliza da superior sul) num jogo em 1958. O chefe do exército, Santos Costa, ordenou então que Hernâni se apresentasse sempre nas Antas fardado, e assim foi, a farda era o escudo de Hernâni contra os maus humores de Yustrich.

Ainda num Sporting – Porto, marcou um grande golo que foi anulado pelo árbitro por já ter apitado para o… intervalo (o árbitro um tal de Inocêncio Calabote), Hernâni furioso chamou-lhe de tudo o que lhe veio à cabeça, valeu a rápida intervenção de Pedroto e o peso da consciência do árbitro para não ser expulso.
Retirou-se da carreira de futebolista em 1964, e quando José Maria Pedroto foi convidado para ser o treinador em 1966/67 exigiu que Hernâni fosse o director de futebol.

Disse um dia: “Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim, tratava-me por «Sr. Hernâni».
Hernâni tinha uma vida agradável quando a morte o levou, a 5 de Abril de 2001.


Source/Fonte - ABOLA: "100 figuras do futebol português"

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Hernâni Ferreira da Silva
Natural de Águeda — 11 de Setembro de 1931

Não era jogador enleante, capaz de se perder a desenhar figuras
geométricas com a bola sobre o terreno. Antes pelo contrário.
Toda a sua acção se destacava pelo ardor, pela agressividade
característica de um aguçado temperamento latino. Dominando
muito bem a bola, tinha o sentido do ataque e, quer a extremo
quer mesmo a interior-direito ou a avançado-centro, era sempre
de uma utilidade pouco vulgar. Por isso se dizia que era, no seu
tempo, a estrela polar do F. C. Porto.

Mal começou a dar os primeiros passos, seu pai, jogador de
basquetebol no Recreio de Águeda, levava-o, garboso, a assistir a
todos os seus treinos, a todos os seus jogos. Mas para o basquetebol não mostrava
nenhuma inclinação — e ainda menor sedução. Do pai recebera, contudo, paixão quente
pelo Benfica, de tal forma que, catraio ainda, mal sabendo articular as palavras, dizia, com
pompa, do alto dos seus botões, a quem o quisesse ouvir, que era «benfiquista até à
medula». Foi crescendo. Com uma obsessão, ser jogador de futebol, para imitar os seus
ídolos, Francisco Albino, Francisco Ferreira e Pinga, de quem, dizia sempre só ter um
defeito, não jogar no Benfica.

O destino tem coisas assim. Hernâni começou a jogar à bola no Futebol Clube de Águeda
— dizendo que a sua carreira começara com um desgosto, jogar de azul e branco. Se era
desgosto, não era empeço. As notícias do seu talento depressa alastraram. Um dia chegou
a Águeda, com aquele secretismo que sempre acompanhava, então, os primeiros
contactos com jogadores promissores, Soares dos Reis, que fora guarda-redes do F. C.
Porto nos anos 30. Perguntou onde era a casa de um tal Hernâni. Alguém lho disse. À
porta surgiu a mãe, D. Aurora, que já sabia ao que vinha o emissário. Disse-lhe que fora
engano, que não tinha nenhum filho chamado Hernâni e muito menos jogador de bola. E
ao filho proibiu-o de sair de casa durante dois dias, não fosse o Diabo tecê-las...

Tinha 16 anos. Pouco depois, dois emissários do Benfica, sabedores já da investida
portista, procuraram o pai de Hernâni, que ficou até com dinheiro para as passagens de
comboio, em primeira classe, de Águeda para Lisboa. Ao saber que o filho estava de
abalada para o Benfica, a mãe entrou em depressão e Hernâni, vendo-a assim, desistiu da
aventura, pedindo ao pai que devolvesse o dinheiro que tinha ficado para as passagens.
Assim fez.

O desvelo da mãe e o privilégio da tropa
Dois anos se passaram. O F. C. Porto não desistiu. Alberto
Augusto — o célebre batatinha, que jogara no Benfica e era irmão
de Artur Augusto, o primeiro internacional portista, em jogo
contra a Espanha, em que também alinharam Cândido de Oliveira
e Ribeiro dos Reis — era o treinador portista. Decidiu, ele próprio,
ir a Águeda falar com D. Aurora, pedindo-lhe que não permitisse
que o seu desvelo de mãe destruísse o destino do filho, fadado
para altos voos. A senhora impressionou-se e aquiesceu, mas com
uma condição: que Hernâni, então com 18 anos, continuasse a
viver em casa, em Águeda.

Com uma emoção confusa, feita de medo e ilusão de glória, Hernâni estreou-se, pelo F. C.
Porto, contra o Estoril, substituindo Araújo. Como se houvesse nisso, simbolicamente,
passagem de testemunho. Marcou um golo e ficou lançado. Com pábulo para o sonho. E
prazer no sofrimento de ter de fazer, duas vezes por semana, 150 quilómetros de
automóvel para ir treinar-se à Constituição.

Numa manhã de 1952, o carteiro deixou na casinha do bairro da Venda Nova, em Águeda,
uma carta que sobressaltou toda a família — Hernâni estava convocado para o Regimento
de Cavalaria 7, em Lisboa. Teve de partir. E foi jogar para o Estoril. No final dessa época
transferiram-no para Santa Margarida, pelo que regressou, naturalmente, ao F. C. Porto.
Apenas poderia treinar-se uma vez por semana, na Constituição, estando obrigado a
entrar no quartel logo após os jogos para que fosse dispensado, mesmo que madrugada
dentro. Era um pequenino privilégio que agradecia muito...

Quando ainda estava no Estoril, o Sporting convidou Hernâni a integrar-se na sua equipa
numa histórica digressão ao Brasil. Nessa viagem fez amizade forte com Mário Wilson.
Mas, por vezes, no calor da luta, há sentimentos que se apagam. Foi o que aconteceu
numa tarde em que os deuses pareciam querer evitar que Hernâni ganhasse o seu
primeiro Campeonato Nacional da I Divisão, durante dramático jogo entre o F. C. Porto e a
Académica, então treinada por Cândido de Oliveira. Ramin, o guarda-redes conimbricense,
defendia tudo, de súbito o árbitro assinalou uma grande penalidade. Houve jogadores do
F. C. Porto que viraram as costas. Ninguém queria apontar. A espinhosa missão coube a
Hernâni. Que não se fez rogado. «Foi o penalty mais fácil de marcar na minha vida.
Quando o árbitro assinalou a grande penalidade gerou-se a habitual confusão, eu fugi do
barulho para não me enervar. Mário Wilson, com aquela habitual calma, veio junto de mim
e, num tom de chalaça, disse-me que iria atirar a bola para fora. Repetiu a frase e quando
se preparava para a lançar pela terceira vez, respondi-lhe com meia-dúzia de asneiras,
agastado com ele. Retirou-se. No final do jogo, naquele momento emocionante de festa
indescritível, abraçou-me e, comovido, disse-me que não sabia que eu era tão
malcriado...»

Hernâni e Yustrich ao soco...
Era uma tarde fria e cinzenta de 1958. O F. C. Porto acabara de golear o Oriental por 5-0.
Yustrich mandou os seus pupilos agradecer ao público o apoio que lhes tinha sido dado.
Todos cumpriram a ordem menos Hernâni, que não estava para alimentar as palhaçadas
do treinador, com quem mantinha, havia muito, relações frias e fricções ardentes. E, só,
encaminhou-se para o túnel. Yustrich, furibundo, foi no seu encalço. Trocaram palavras
azedas, o treinador replicou a soco. Hernâni reagiu à... canelada. E, depois, com um
murro, feriu-o no sobrolho. Já na cabina, Yustrich pegou numa balança para a arremessar
contra o jogador que se rebelara contra os seus caprichos, contra o seu nepotismo. O
episódio dividiu o Porto. Um mês após a natural suspensão de ambos, tentando que o F.
C. Porto não perdesse o Campeonato, até porque a própria equipa se dividira, com
reflexos imediatos nos resultados, a Direcção levantou as penas. Mas já não seria a
tempo. O F. C. Porto entregara o ouro ao bandido. E se Yustrich nada mais ganharia no
clube, Hernâni ainda teria uma mão-cheia de glórias à sua espera...

Fugir da prisão
No arranque para a temporada de 1966/67, o F. C. Porto convidou José Maria Pedroto
para seu treinador. Aceitou, mas exigiu que Hernâni fosse o seu director de futebol.
Hernâni aquiesceu. Pôs a sua actividade de comerciante em banho-maria e arrancou,
empolgado, para o desafio, como lugar-tenente do seu grande amigo. O fito era recolocar
o F. C. Porto na senda da vitória. O sonho só se perdeu na praia. Num jogo na Luz.
Derrota por 0-3 e os portistas bradando contra o árbitro, que disseram ter sido, nessa
tarde, o... «Eusébio do Benfica».

De escaramuças várias se fez o jogo. Ao intervalo, o juiz da partida, Samuel Abreu,
solicitou a um polícia de serviço que o acompanhasse à cabina do F. C. Porto para
identificar o delegado ao jogo. Lá foi um subchefe, procurando pelo sr. Hernâni, mas em
vão. Alguém lhe disse que o homem que procurava deixara já o Estádio da Luz, correndo
para Santa Apolónia para apanhar o primeiro comboio para Águeda. O agente correu para
a estação. O comboio acabara de partir. Hernâni livrou-se da ordem de prisão. Mas não da
justiça exemplar da FPF, que fazendo fé no relatório do árbitro, o suspendeu por um ano.
Tão injustiçado se julgou que nunca mais quis nada com futebóis. Comerciante ficou.
Apenas.



Source/Fonte - ZEROZERO.pt

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Nome Hernâni Ferreira da Silva
Nacionalidade Portugal
Nascimento 1931-09-01
Naturalidade Águeda - Portugal
Posição Avançado

Foi um dos mais famosos jogadores de futebol da História do Futebol Clube do Porto. Em 277 jogos para o Campeonato Nacional da 1ª Divisão, marcou 136 golos, alguns deles a revelar a arte e a superior capacidade com que driblava em velocidade, sempre em direcção à baliza. Interior direito, no começo, armador de jogo na segunda parte da sua carreira, exímio nos passes certos, Hernâni jogava com a «inteligência toda». Num Académica-Porto, em 1956/57, marcou um dos mais belos golos do seu historial. Apoderara-se da bola, ainda no meio campo portista, ultrapassa os médios da Académica, sempre em alta velocidade, saem-lhe os defesas a caminho, também eles a falhar nos argumentos...Ramin vê o perigo, sai da baliza, mas quando dá o segundo passo, Hernâni, descaído sobre a esquerda, remata forte, com a parte de fora do pé direito, ainda fora da área, e coloca-lhe a bola no fundo da baliza.Na bancada central estava o saudoso médico da Mealhada, Dr. Dias dos Santos, um fervoroso adepto academista. Ao ver a facilidade e a velocidade com que Hernâni se aproximava da baliza da sua Académica, levanta-se aos gritos: «Querem ver que o cavalo mete golo, querem ver que o cavalo mete golo!» E é que meteu mesmo.
O próprio Hernâni considerou-o um dos golos mais bonitos do seu historial de jogador.

Essa facilidade com que driblava, em zig-zagues curtos e em velocidade, foi um dia realçada por Alves dos Santos no seu programa televisivo «Domingo Desportivo».
Disse Alves dos Santos aos «Senhores telespectadores» que reparassem na magistral jogada de Hernâni a construir e depois a oferecer o golo, quase feito, ao seu colega António Teixeira.
Foi no Barreiro. Hernâni em jogada semelhante a do Académica-Porto, também ele partiu uns metros à frente da sua área, foi driblando um a um, todos quantos encontrou, quase sempre em linha recta, e já dentro da área adversária, toca a bola para Teixeira que seguia à sua direita para fazer o golo.

Poucos meses antes de morrer Hernâni ouviu de um amigo e fidelíssimo dragão palavras de grande elogio. Hernâni ouviu a recordação de alguns dos seus melhores golos.
Orgulhoso (para quê a falsa modéstia?) Hernâni rematou: -Sabe, até Eusébio tinha grande admiração por mim, tratava-me por «Sr. Hernâni».
(O «Rei» Eusébio estava no princípio do seu reinado, quando o jogador portista preparava a sua despedida do Futebol).

Hernâni vivia desafogadamente quando a morte o levou, a 5 de Abril de 2001. Inteligente na arte do futebol, inteligente na sua conduta como homem, como industrial, como comerciante.
Teve sempre os seus magníficos pés no presente, e os olhos bem abertos no futuro.



Source/Fonte - WIKIPEDIA.org

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Hernâni Ferreira da Silva (1 September 1931 – 5 April 2001) was a Portuguese football player who played almost his entire career at FC Porto. He was born in Águeda, Portugal and was chosen by Portuguese sports newspaper Record as one of the best 100 Portuguese football players ever.

Honours
Portuguese National Championship (2) - 1955/56, 1958/59
Cup of Portugal (2) - 1955/56, 1957/58


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