Coluna - SL Benfica & Portugal NT Legend

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Coluna - SL Benfica & Portugal NT Legend

Postby quinas1139 » December 4th, 2008, 1:42 am

Mario Coluna

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Source/Fonte - SERBENFIQUISTA.com
Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias

Nome Completo Mário Esteves Coluna
Idade 73 (1935-08-06)
Nacionalidade: português
Internacionalizações: 57
Posição Médio


No arco-íris do futebol nacional, naquela primeira metade da década de 50, o verde era a tonalidade dominante. Vivia-se o tempo hegemónico dos Cinco Violinos (Jesus Correia, Travaços, Peyroteo, Vasques e Albano), que garantiram para o Sporting o primeiro tetracampeonato da história. No Benfica, com saudade, recordava-se o titulo de 49/50 e a vitória na Taça Latina, o primeiro grande feito do futebol lusitano.

Nessa altura, em Lourenço Marque, no bairro do Alto Mahé, onde também cresceram Matateu, Vicente e Hilário, um adolescente começava a emergir nas lides de cariz desportivo. Mário Esteves Coluna, assim crismado foi. Filho de um português da Beira Baixa, aventureiro por terras africanas, que com uma negra de nome Lúcia casaria na capital da antiga África Oriental Portuguesa. O jovem Mário era um predestinado para a cultura física. Decerto, a destreza provinha-lhe da experiência acumulada a subir árvores, ainda petiz, na procura saborosa de mangas ou de caju. “Um dia cais, partes uma perna e vais parar ao hospital”, asseverava José Maria Esteves Coluna, o progenitor, que havia fundado e defendido as redes do Desportivo de Lourenço Marques, filial do Benfica.

Certo é que umas luvas de lutador, pertença de um amigo, fizeram as delicias do jovem Mário. Ainda na puberdade, experimentou o boxe, em combates pouco ortodoxos, sem regras coerentes, circunstância que bem poderá ter concorrido para o espírito combativo, matriz de toda uma vida. Por influência da trapeira, esse encanto dos pobres imberbes, foi Coluna jogar para a equipa João Albasini, albergue de muitos futebolistas de origem laurentina. Basquetebol praticou também, ainda que não tivesse passado da equipa de reservas do Desportivo. Mas foi no atletismo que Mário Coluna obteve, por essa altura, um notável registo. Para assombro de todos, estabeleceu recorde moçambicano de salto em altura, nuns muito estimáveis 1,825 metros, meio centímetro acima, pasme-se!, da marca com que Espírito Santo, outra grande figura do universo benfiquista, tinha destronado Pascoal de Almeida, na lista dos recordistas nacionais.

Ainda que a sua obsessão fosse profissionalizar-se como mecânico do automóveis, atentamente ouviu o conselhos de Severiano Correia, que nele encontrou talento suficiente para bonita carreira fazer no futebol. É nessa altura que troca o Ferroviário pelo Desportivo, num apelo benfiquista que cedo, bem cedo, lhe havia provocado o imaginário.

Aos 17 anos, começou a jogar na equipa de honra da filial do Benfica. Todos os meses embolsava 500 escudos que, às escondidas dos pai, gastava em prazeres diversos. Nessa altura, o FC Porto ofereceu-lhe 90 contos, por um contrato de três temporadas. Reagiu o Sporting, sabedor da recusa de ingressar no grémio das Antas, adiantando a proposta de uma centena de contos, por contrato de três temporadas. A mesma oferta fez o Benfica. Respondeu com o coração, aquiesceu, de águia ao peito ficaria. Pouco tempo antes, já pontificava no Desportivo, coqueluche era, não jogou na África do Sul, que a tanto apartheid obrigava, mas vingou a derrota da sua equipa (2-1), em Lourenço Marques, num arrebatador 7-0, dia em que todos os golos marcou, como quem serve fria e até cruel vingança. Mandela, se é que soube, terá estrugido palmas. “Aterrei em Lisboa, após uma viagem que durou 34 horas. Dei a volta ao Mundo!”. Mas valeu a pena o esforço. De Moçambique, com destino ao Benfica, haviam já chegado, mas de barco, dias antes, Costa Pereira e Naldo. Era um tridente das paragens coloniais, resolutamente apostado, naquela época de 54/55, em devolver o Benfica à ribalta do futebol nacional.

Para além dos seus dois companheiros, Mário Coluna passou a trabalhar, no dia-a-dia, com Jacinto, Artur Santos, José Águas, Fernando Caiado, Francisco Calado, Ângelo, Palmeiro e Arsénio, entre outros. Ficou no Lar do Jogador, criação recente da direcção encarnada. “Mal cheguei, logo me quis ir embora. Vinha como craque, mas Otto Glória não contava comigo, não era titular. Para além disso, quiseram enganar-me no contrato. Meu pai sugeriu-me que voltasse, fiz as malas e só não regressei porque o mordomo do lar tinha ordem para me barrar a saída”.

Só que a bonança não tardou. E que bem ficou no Benfica! O brasileiro Otto apercebendo-se da incoexistência de Águas e Coluna, dois avançados-centro, transformou o moçambicano em centrocampista. Aposta ganha. De Otto, visionário. De Coluna, diletante. Do Benfica, revigorado.

Em Lisboa, o futuro Monstro Sagrado estreou-se frente ao FC Porto, na festa de Rogério e Feliciano. Mas foi com o Vitória de Setúbal, no pontapé de saída do Nacional de 54/55, que Mário Coluna, no palco do Jamor, marcou dois golos, no seu primeiro jogo oficial, para um robusto triunfo com chapa 5. “Deixou impressão lisonjeira. Habilidade, bons toques de bola, remate forte e fácil, e espírito de sacrifício. Um senão, somente: sua inevitável ingenuidade, leva-o a denunciar o passe provocando a intercepção ou o desarme”. Assim radiografou Vítor Santos o inaugural de 525 jogos com traje vermelho. “Nunca mais me esquecerei dessa época. Foi a minha primeira temporada pelo Benfica e ganhei tudo o que disputei (Campeonato e Taça de Portugal), sem esquecer que tive a honra de ser um dos jogadores que estrearam o Estádio da Luz”. E para a posteridade ficaria o registo de 17 golos apontados, o melhor em 16 anos quase sempre preenchidos por delicias garridas.

Mário Coluna deixou uma marca indelével no Benfica. Não fosse Eusébio, a quem carinhosamente trata por “afilhado”, por carinho e de facto, e talvez estivéssemos na presença do mais carismático jogador da centenária história encarnada. Capitão foi, naturalmente, de 63 a 70. Naquele jeito inconfundível de líder. Com voz baixa, mas ar severo. Granjeou respeito. Fez unanimidade.

Cinco finais europeias disputou. Nas duas primeiras, o Didi de Portugal, como era conhecido por terras de Vera Cruz, venceu e marcou golos, repositório afinal do seu dom de finalizador. E aquela terceira final, de má memória, frente ao Inter, tocado de forma vil por Trapattoni? Amputada ficou a equipa do seu maestro, interditas eram à época as substituições. Nesse dia, com estoicismo, aguentou até ao derradeiro e pesaroso silvo do árbitro, pouco mais fazendo que figura de corpo presente. Assim são os bravos, os campeões.

No Mundial de Inglaterra, capitaneou a turma das quinas. Eusébio esteve galvanizante, José Augusto, Torres e Simões deslumbraram. Ao lado de Jaime Graça, futuro reforço benfiquista, Mário Coluna pautou a intermediária, organizou o jogo. Com imponência. A ele se ficou a dever grossa fatia do sucesso das cores nacionais.

Dez vezes lhe foi colocada a faixa de campeão nacional, sempre ao serviço do seu Benfica. E mais sete Taças de Portugal ergueu. E internacional foi, ininterruptamente, durante 35 partidas, entre Dezembro de 1957 e Junho de 1965m fixando um recorde, só recentemente superado por Pauleta. E mais, muitas mais honrarias, com destaque para a presença na selecção dos Resto do Mundo, em Espanha, no Chamartin, ao lado de Rivera, Hamrin, Mazzola, Corso e Burgnich, na homenagem ao grande Ricardo Zamora. Helenio Herrera, o treinador, deu-lhe a braçadeira de capitão. Durante hora e meia capitaneou o mundo do futebol. Sempre humilde, imagem de marca jamais contestada.

A meio da época de 69/70, temporada fatídica para o Benfica, Otto Glória foi substituído por José Augusto no comando técnico da equipa principal. Para o antigo extremo, a hora era de renovação, de nada valendo que o magistral técnico Stefan Kovacs, nesse mesmo ano, tivesse dito que “o Benfica sem Coluna não é igual”. Ferido, despediu-se, não sem antes deixar um remoque a José Augusto, assim se traduz esse “acabei no Benfica quando era o melhor da defesa; sempre fui um jogador invejado”. O tempo passou e a ferida cicatrizou, o Benfica ganhou.

A 8 de Dezembro de 1970, o Monstro Sagrado recebeu os favores da plateia vermelha na festa do adeus. Com Cruijff, Djazic, Luís Suarez, Bobby Moore, Seeler, Hurst. Justo tributo ao grande capitão. À malvas mandou convites do FC Porto e do Belenenses, que em Portugal a paixão era rubra. Rumaria a França para jogar no Lyon. Terminou a carreira, um ano mais tarde, no modesto Estrela de Portalegre, na qualidade de jogador-treinador.

Cidadão exemplar, atento ao mundo, não resistiu ao apelo de Moçambique. Deputado foi da FRELIMO. Presidente da Federação de Futebol é ainda…

Épocas no Benfica: 15 (54/70)
Jogos: 525
Golos: 126
Títulos: 10CN, 7 TP, 2 TCE




Source/Fonte - ABOLA.pt

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1962 – Mário Coluna nas duas taças dos campeões
Melhor médio da história do futebol português


Chamaram-lhe monstro sagrado. E ficou para sempre. Mário
Esteves Coluna, o melhor médio da história do futebol
português, um nome que nesta hora de balanço é recordado
um pouco por todo o lado como um dos mais extraordinários
jogadores do Mundo — a World Soccer (Inglaterra) e a
Calcio 2000 (Itália), por exemplo, conceituadas revistas da
modalidade, elegeram-no um dos melhores 100 futebolistas
do século. Foi o cérebro, o pulmão e o coração do Benfica
dos anos dourados e da Selecção que brilhou no Mundial de
1966.

Foi um jogador único, um líder de corpo inteiro, cuja
dinâmica lhe permitiu assumir peso determinante nas
equipas em que actuava. Não sendo muito rápido, tinha tudo
o resto: inteligência, visão de jogo, técnica refinada, talento para jogar curto ou longo,
mediante as necessidades, e até para conduzir a bola, em progressão. Dispunha, também,
de apurada intuição para se movimentar junto à área adversária. Se juntarmos a isso o
forte remate que possuía percebemos que estamos a falar, igualmente, de um temível
jogador de ataque — tal como José Águas, marcou nas duas finais europeias ganhas pelo
Benfica. Efeitos de uma carreira que iniciou ocupando a posição de avançado-centro. Na
final de Wembley, com o Milan, Coluna preparava-se para a terceira vitória consecutiva.
Estava com 28 anos (nasceu a 6 de Agosto de 1935) e era um dos jogadores mais temidos
por Nereo Rocco, treinador dos italianos. Jamais se irá saber se foi premeditado ou não. O
facto é que Giovanni Trapattoni teve sobre ele entrada ríspida que lhe rachou um pé.
Esteve a ser assistido, enquanto o jogo decorria, durante 15 minutos e voltou para fazer
apenas figura de corpo presente, encostado à linha, sem se poder mexer. Mário Coluna
não tem dúvidas: «A intenção foi arrumar-me. Passados uns anos a RAI convidou-me para
um programa evocativo dessa final. Estive lá eu e o Altafini [autor dos dois golos do
Milan]. O Trapattoni foi convidado e não apareceu.» Já depois disso o mais laureado
treinador de futebol da actualidade confessou que a final de Wembley, a despeito da
alegria pela vitória, é uma mancha na sua carreira como jogador. Coluna, que perdeu
todas as finais em que actuou como capitão, terminou a carreira a jogar a central,
cumprindo o percurso natural num jogador com as suas características. A última época ao
serviço do Benfica foi em 1969/70 (caminhava para os 35 anos). Ainda fez 15 jogos e
marcou um golo. Quando Otto Glória abandonou, à 18.ª jornada, foi José Augusto quem
assumiu o comando da equipa. E foi o antigo companheiro de muitas batalhas quem o
afastou. Saiu da Luz no final da época. Triste mas com a cabeça levantada, ainda passou
pelo Lyon. Nada que possa ofuscar o que dele fica para a história: o monstro sagrado do
futebol português.



Source/Fonte - FPF.pt

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MÁRIO COLUNA 1935-…
Personalidade e liderança, no campo e na vida


Nome: Mário Esteves Coluna
Data de nascimento: 6-8-1935
Naturalidade: Lourenço Marques, Moçambique
Posição: médio
Clubes principais: Benfica e Olympique Lyon
Jogos pela Selecção Nacional: 57/8 golos
Estreia: 4-5-1955, em Glasgow, frente à Escócia (0-3)
Último jogo: 11-12-1968, em Atenas, frente à Grécia (2-4)


Na esteira do que acontecera com Mário Wilson, Peyroteo, José Águas ou Matateu, por exemplo, Mário Coluna cedo viu traçado o destino de ter de rumar a Lisboa, tão evidentes eram as suas qualidades como jogador, exibidas no Desportivo de Lourenço Marques de forma espectacular. As ofertas multiplicavam-se e os três «grandes» de Portugal digladiaram-se para obter a sua assinatura num contrato. Ganhou o Benfica. E, assim, no dia 22 de Agosto de 1954, Coluna desembarcava na Metrópole, deixando para trás a vida própria de um rapazinho de uma cidade colonial que se dedicara ao boxe, ao basquetebol e ao salto e altura e queria ser mecânico de automóveis para pagar os estudos.

Mário Coluna é um dos grandes exemplos de personalidade e capacidade de liderança da vida portuguesa do Século XX, e estas suas qualidades vão muito para além de um simples campo de futebol. Introvertido, calmo, sempre com um tom de voz muito baixo e um ritmo lento no falar, era sobre os relvados o primeiro a erguer-se contra os infortúnios que são, muitas vezes, contigências do jogo. Ele marcava os tempos e as pausas do jogo, ora pela conquista da bola, em que era exímio, raramente perdendo lances divididos, ora pela forma como driblava, arrancava, lançava os companheiros ou se decidia pelo remate fortíssimo e quase sempre fatal. Demorou cerca de dois anos a fixar-se definitivamente como médio centro no Benfica de Otto Glória, no início jogava mais adiantado, como o fazia no Desportivo de Lourenço Marques, e foi um dos grandes impulsionadores do «Benfica Europeu», com fama mundial de tal forma arreigada que a imprensa brasileira o apelidou de «Didi da Europa», o que teria obrigatoriamente, à época, de ser considerado bem mais do que um elogio.

Jogou cinco finais da Taça dos Campeões Europeus, vencendo as duas primeiras, marcando um golo em cada uma (ao Barcelona e ao Real Madrid), e sendo «capitão» de equipa nas três seguintes. Durante mais de treze anos foi figura emblemática da Selecção Nacional, passando a fase de reconstrução do final da década de 50 e sendo alavanca do crescimento de uma equipa que iria espantar o universo do futebol no Mundial de Inglaterra, em 1966. Embora o «capitão» da «equipa de todos nós» nesse Campeonato do Mundo fosse Germano, como o defesa central só jogou contra a Bulgária, coube a Coluna envergar a braçadeira nos restantes cinco encontros, e concluindo a carreira com 21 jogos como «capitão» de Portugal. Durante muitos anos, manteve o recorde de 35 jogos consecutivos pela Selecção Nacional. Em Setembro de 1967, teve a honra de ser o «capitão» de uma Selecção do Resto do Mundo que defrontou a Espanha, em Chamartín, na festa de despedida do lendário Zamora. Nesse tempo, Mário Coluna era, igualmente, um revolucionário dentro da disposição táctica da equipa das quinas. Muito antes de se falar de «três centrais», já Coluna, em determinadas fases dos jogos, se deslocava para junto dos seus dois defesas centrais, reforçando a zona central e permitindo a subida dos laterais. Prova, afinal, que muitas das alterações estratégicas do futebol se ficaram a dever às qualidades dos jogadores mais do que à argúcia dos treinadores.

Em 1970, foi com grande mágoa que abandonou o Benfica e o futebol português, acusando José Augusto, seu companheiro no «Benfica Europeu», entretanto promovido a técnico principal do clube, de ser o responsável pelo seu afastamento. Rumou a Lyon e ao Olympique, onde não conseguiu impor-se. Regressou a Portugal, foi jogador-treinador do Estrela da Portalegre por uma época, e dedicou-se ao trabalho com as camadas jovens do Benfica. O seu futuro estava, no entanto, em Moçambique. Líder por excelência, como sempre foi, o cargo de presidente da Federação Moçambicana surgiu-lhe com a naturalidade das coisas simples.



Source/Fonte - SLBENFICA.pt

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Coluna (06/08/1935) - Força, classe e liderança


Ingressou no Benfica em 1954, estreando-se, a 5 de Setembro desse ano, juntamente com Costa Pereira, num particular com o FC Porto, realizado no Estádio Nacional.

Iniciou-se na posição de avançado-centro, pela mão de Otto Glória, mas seria no centro do terreno que viria a revelar toda a sua classe, granjeando os elogios da imprensa estrangeira, que lhe reconheceu dotes futebolísticos só ao alcance dos predestinados.

O "Capitão", epíteto por que ainda hoje é carinhosamente tratado, cumpria com personalidade a sua missão de líder, assumindo-se como maestro da equipa.

Coordenava a acção em campo com a sua refinada leitura de jogo e o auxílio de um perfil técnico, táctico e físico exemplares.

Coluna destacava-se na organização do jogo, no controlo da bola, no remate poderoso e colocado e no "pulmão" robusto que lhe permitia intervir em todas as zonas do terreno.

Mestre no drible, no passe, no choque e na finalização, Mário Coluna transformou-se num "monstro sagrado" do desporto rei. Venceu as duas Taças dos Campeões Europeus conquistadas pelo Benfica, apontando 1 golo em cada, e capitaneou a equipa nas finais europeias de 63, 65 e 68.

Em 1966, integrou a forte Selecção dos "Magriços". Um ano mais tarde vestiu a braçadeira de capitão ao serviço da selecção do Resto do Mundo, por ocasião da festa de homenagem a Zamora. Pelo Benfica, fez 677 jogos e marcou 150 golos, entre 54/55 e 69/70.

Despediu-se em 08/12/70, num jogo realizado na Luz, que serviu para homenagear a sua carreira e que contou com a presença de jogadores de nomeada internacional (Cruiff, Hurst, Suarez, Bobby Moore, entre outros). Pela Selecção Nacional somou 57 internacionalizações e marcou 8 golos.



Source/Fonte - OJOGO.pt

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Mario Esteves Coluna
06-Ago-1935, Lourenco Marques

- Ganhou duas Tacas dos Campeoes Europeus
- Venceu 10 campeonatos e sete Tacas de Portugal
- Finalista de outras tres finais da Taca dos Campeoes
- Na Seleccao, realizou 57 jogos e marcou oito golos, tendo sido uma das figuras do Mundial 66


Mario Coluna nasceu em Lourenco Marques, Mocambique, a 6 de Agosto de 1935. A sua primeira modalidade foi o boxe e chegou a experimentar tambem o basquetebol e o atletismo. Comecou no futebol apenas aos 15 anos, em representacao do modesto Joao Albasini, da capital mocambicana. Dois anos depois ja jogava na equipa principal do Desportivo de Lourenco Marques, filial do Benfica.

Em 1954 despertou o interesse do FC Porto e do Sporting, mas o Benfica acabou por contrata-lo, beneficiando dos lacos com o clube de origem. Apesar de ter apenas 19 anos e de nao estar adaptado a Europa, Coluna impos-se imediatamente no meio-campo encarnado, onde foi o indiscutivel patrao ate a sua saida do clube, 16 anos depois, em 1970.

Ao servico do Benfica conquistou 10 campeonatos nacionais (1955, 57, 60, 61, 63, 64, 65, 67, 68 e 69), sete Tacas de Portugal (1955, 57, 59, 62, 64, 69 e 70) e duas Tacas dos Campeoes Europeus (1961 e 62). Mario Coluna cometeu a proeza de marcar golos em ambas as finais, frente a Barcelona (3-2) e Real Madrid (5-3). Tambem no campeonato mostrou poder de fogo, com 88 golos em 363 jogos, ele que nao era um avancado.

Mario Coluna estreou-se na seleccao nacional em 1955, apenas um ano depois de ter chegado a Portugal. Em 13 anos de carreira na equipa nacional realizou 57 jogos, com oito golos marcados. Foi o capitao de equipa na primeira grande proeza do futebol portugues, o terceiro lugar no Mundial de 1966. No ano seguinte recebeu a honra de ser convocado para uma seleccao da FIFA.

O monstro sagrado, alcunha com que Coluna ficou imortalizado no futebol, ainda jogou uma epoca no Lyon, de Franca, e foi treinador-jogador do Estrela de Portalegre, antes de arrumar as botas, em 1971. Tornou-se treinador e conquistou titulos no TextAfrica e no Ferrovierio de Maputo, para alem de ter sido seleccionador mocambicano. Foi tambem presidente da Federacao Mocambicana de Futebol, durante muitos anos, e Ministro da Cultura e dos Desportos, entre 1994 e 99. A sua importancia no desporto-rei foi reconhecida pela Federacao Internacional de Historia e Estatestica do Futebol, que o elegeu um dos 100 melhores jogadores do mundo no seculo XX.


Source/Fonte - PRIMEIROTOQUE.pt

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Mário Coluna


Recordando os gloriosos anos 60 do Benfica na Europa, é impossível não destacar aquele que foi o líder mais imponente que o clube português já conheceu. Não havia adversário que não o respeitasse ou colega que se sentasse ou levantasse da mesa sem um sintomático “Dá licença, senhor Coluna?”. Dentro do campo, não havia papelinhos. Devidamente autorizado pelos treinadores, roubava-lhes a braçadeira para os noventa minutos. A de treinador, claro está – a de capitão, só a obteve depois da retirada de José Águas. Figura serena e paternal, Coluna confere a humildade e compostura que caracterizam o período áureo das Águias durante toda a década de 60. O “Monstro Sagrado” foi um dos maiores de sempre do futebol português.

O início em Lisboa, com Otto Glória


Em Agosto de 1954, juntou-se ao Benfica, deixando o Grupo Desportivo de Lourenço Marques (GDLM), clube-filial das Águias que impediu que assinasse pelo Sporting. Na verdade, foram os leões os primeiros a demonstrar interesse na contratação de Coluna, mas a vontade do pai era que a de que Mário vestisse a camisola vermelha. O Benfica ficou com o negócio facilitado.

Coluna não foi a única cara nova do Benfica em 1954/5, pois ao moçambicano também se juntou Otto Glória, o primeiro brasileiro a treinar em Portugal. Preconizando métodos inovadores no trabalho táctico (antevia-se uma transição gradual do WM para o 4-2-4), Otto Glória foi o principal responsável pelo fim da hegemonia do Sporting no futebol português – os Leões eram o clube dominador entre 1946 e 1954.

Com Ângelo a garantir estabilidade na defesa, juntando os golos do grande artilheiro José Águas e o sangue novo de Mário Coluna - na posição de interior da linha de cinco avançados - o Benfica começou a construir as fundações do fabuloso conjunto que animou a Europa. Logo nessa primeira época, o jovem Coluna foi campeão nacional, apontando 14 dos 61 golos do Benfica.

Com meia volta se vence o Barcelona


O cenário era Wankdorf, em Berna, palco da final da Taça dos Campeões Europeus (TCE) entre Benfica e o fortíssimo Barcelona de Suarez, Kocsis, Kubala e Csibor. Perante milhares de emigrantes lusos presentes no estádio suíço, Coluna apontou um dos melhores golos de sempre em finais europeias. À entrada da grande área e sem deixar cair a bola no chão, Coluna desferiu um violento remate à meia volta, tendo a bola entrado bem chegada ao poste direito de Ramallets. Depois de aguentar estoicamente o 3-2, o Benfica conquistava a sua primeira edição da competição máxima de clubes europeus, destronando o penta-campeão Real Madrid dos já veteranos Di Stéfano e Puskas.

Aliás, os merengues foram as vítimas seguintes da insaciável formação orientada pelo húngaro Bélla Guttmann. Coluna marcou novamente na final – agora disputada em Amesterdão – e pôde assistir a uma exibição memorável de um rapazinho, igualmente oriundo de Lourenço Marques, que simplesmente trucidou o conceituadíssimo grémio de Chamartín. Ele mesmo, Eusébio. O ingénuo Eusébio que no fim do jogo (vitória por 5-3) parecia mais preocupado em não perder a camisola do seu ídolo Di Stéfano – recordação guardada dentro dos calções - do que celebrar a conquista do seu primeiro grande troféu europeu. O resto já sabem, o capitão José Águas levantou a TCE pelo segundo ano consecutivo.

“Não perdoo Trapattoni”


O italiano Giovanni Trapattoni é sinónimo de glória para os lados do Estádio da Luz. Sim, porque foi “A Velha Raposa” que orientou o Benfica no ano em que os encarnados foram campeões nacionais pela última vez (2004/5). No entanto, segundo Coluna, foi o próprio Trapattoni, duro marcador, que lesionou o médio português na final de Wembley entre Benfica e Milan (1962/3).

“Nesse jogo, o Trapattoni rachou-me o peito do pé. Infelizmente, pelos regulamentos, não se podia fazer substituições e ficámos logo diminuídos [também o angolano Santana se lesionou no decorrer desse jogo, fragilizando ainda mais a equipa do Benfica, na altura orientada pelo chileno Fernando Riera]. Uma pena, porque tínhamos equipa e aquela era uma final para ganhar. Aguentei em campo, mas só lá estive a fazer número”, contou Mário Coluna no livro “Pela mística dentro”, do jornalista José Marinho.

Mas o “pesadelo Trap” não ficou por aqui. “Quando o Trapattoni foi treinador do Benfica, estive ao pé dele e não lhe queria falar. Depois, um jornal português insistiu na história de que não tinha sido ele a lesionar-me, mas eu não me deixei levar pelo conto de fada. Foi ele, lembro-me bem e ainda hoje não lhe consigo perdoar. A televisão italiana, depois do jogo, chegou a convidar-nos para uma entrevista em directo em Milão. Fui ao local combinado e assim que entrei no estúdio percebi o logro da situação. O Trapattoni não apareceu, não teve coragem de me enfrentar. Como benfiquista, estou-lhe agradecido pela conquista do campeonato (2004/5), mas como jogador não consigo esquecer o que ele me fez”, confidenciou.

Esta foi a primeira das três finais da TCE que Coluna perdeu. As outras duas aconteceram em 1965 (Inter) e 1968 (Man. Utd). Em dezasseis anos de Benfica, Coluna disputou cinco finais da TCE.

“Monstro Sagrado”, o protector


O que torna este “Monstro Sagrado” assim tão carismático? Os dez campeonatos nacionais conquistados? Os 126 golos em 525 jogos oficiais com a camisola do Benfica? O facto de ser o jogador com mais partidas realizadas com a braçadeira de capitão do Benfica (desde 1963 a 1970)? Tudo isso, claro. Mas também há o resto.

Mário Coluna é daqueles jogadores que já não se fabrica. É irrepetível. Firme como um contrabaixo. De um olhar sereno, sábio e que ao mesmo ostentava uma tamanha aura guerreira que nenhum adversário conseguia dormir tranquilamente na noite anterior a uma batalha com o “Monstro Sagrado”.

Coluna era um protector, que não admitia que ninguém crescesse para um colega. “Eles (colegas) sentiam-se protegidos. Perguntem ao Simões, coitado. Ele era muito castigado e nessas alturas tinha de impor a minha presença. A frase que mais intimidava os adversários era ‘Se tocas mais no miúdo, sais daqui com uma perna a lamber a outra. ‘. Depois, agarrava-os pelas articulações dos ombros e ia apertando, cada vez com mais força. Eles gritavam e eu dizia: ‘Estás com vontade de rir?”. É possível que aquele que cometesse uma falta sobre Simões ou Eusébio desconhecesse o facto de que Mário Coluna praticava pugilismo na adolescência em Lourenço Marques.

O Mundial de 66
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Principalmente devido à chegada de Eusébio (Dezembro de 1960), Coluna foi descendo com mais frequência a sua posição-base de avançado-interior para a de médio-centro, conseguindo, assim, garantir mais equilíbrio e influência na mecânica colectiva. Jogador de enorme pulmão, espírito de entrega e liderança, Coluna era também um dos mais rematadores. Tanto no Benfica, como na Selecção Portuguesa.

Uma dos principais marcos na carreira do sagaz Coluna foi a participação no Mundial de 1966 – Coluna estreou-se pela Selecção em Janeiro de 1957. “Os Magriços”, capitaneados pelo “Monstro Sagrado” e treinados por Otto Glória com a supervisão do seleccionador Manuel de Luz Afonso, realizaram uma campanha inexcedível em Inglaterra, sendo Eusébio a estrela principal - melhor marcador do torneio.

O camisa 10 Coluna era um dos dois médios-centro do 4-2-4, ao lado de Jaime Graça, o setubalense que viria a assinar pelo Benfica depois do Mundial e que ganhou o lugar nos “Magriços” devido à lesão do sportinguista Fernando Mendes. A frente de ataque era totalmente benfiquista: o “Rato Mickey” Simões na esquerda, Eusébio e Torres no meio e José Augusto na direita. Se trocarem Torres por José Águas até ficam com o desenho atacante do Benfica que se sagrou bi-campeão em Amesterdão quatro anos antes. Portugal foi terceiro classificado no Inglaterra 66 com a espinha-dorsal do Benfica.

Lyon e o fim de carreira


Já sem condições para jogar ao seu melhor nível, decidiu pôr um ponto final na longuíssima etapa “Benfica”. Fiel ao clube que o projectou, rejeitou propostas do Porto e do Belenenses. Coluna viajou para Lyon e, no clube francês, os 35 anos do “Monstro Sagrado” contrastavam com os 18 de futuras referências do futebol francês: Bernard Lacombe e Raymond Domenech (actual seleccionador francês). O OL ficou em 7.º lugar no campeonato e foi finalista vencido na taça. Na temporada seguinte, Coluna juntou-se aos alentejanos do Estrela de Portalegre, assumindo as funções de jogador-treinador. Regressou a Moçambique após o 25 de Abril de 1974 e é actualmente presidente da federação moçambicana de futebol.

Clubes:
1952-54: GDLM
1954-70: Benfica
1970/1: Lyon
1971/2: Estrela de Portalegre

Títulos:
10 Campeonatos de Portugal (1955, 1957, 1960, 1961, 1963, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969)
6 Taças de Portugal (1955, 1957, 1959, 1962, 1964, 1969)
2 Taças dos Campeões Europeus (1961, 1962)
Selecção: 57/8



Source - WIKIPEDIA.org

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-Saudações antes do Portugal Coreia do Norte-


Mário Esteves Coluna (pron. IPA: ['maɾiu ku'lunɐ]) (born August 6, 1935 at Inhaca, Portuguese East Africa) is a former Portuguese and Mozambican footballer. His nickname is "O Monstro Sagrado" ('The sacred monster'). In 1999, he was voted 60th in the European player of the Century election held by the IFFHS ahead of Gunnar Gren.

Coluna was first noticed in Mozambique, playing at Desportivo of Lourenço Marques, where he was assigned to Benfica in 1954/55, the team he played until 1969/70. He won 10 National Championships, in 1954/55, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68 and 1968/69, and 6 Cups of Portugal in 1955, 1957, 1959, 1962, 1964 and 1969. He won the European Cup twice with Benfica, in 1961 and 1962, and also played in the finals of 1963, 1965 and 1968, this last time as the captain.

He played 57 times for the Portugal national team, scoring 8 goals. His first appearance was in a friendly match with Scotland on May 4, 1955, losing 0-3, and his last on December 11, 1968, in a 2-4 defeat to Greece, in a World Cup qualifying match.

Coluna captained the legendary team of the "Magriços" in all, except the first, of the games of the World Cup 1966 finals, were Portugal reached third place.

He also played for Lyon, in France, in 1970/71 and 1971/72, before retiring.

Strong at midfield, Coluna was known for the way he played on the field because of his elegant and efficient style. Coluna was also known to score long distance goals with ease, including a goal in the 1961 European Cup Final, in which Benfica defeated Ladislao Kubala, Sándor Kocsis and Zoltán Czibor's FC Barcelona, helping Benfica win its first title as champions of Europe.

After Mozambique became independent in 1975, Coluna held the post of President of the Football Federation of Mozambique. He also served as the country's Minister of Sports, from 1994 to 1999.

Prize list (player)
1 selection in team FIFA in 1967

National selection
57 selections, of 1955 with 1968 (8 goals)
3rd of the Football world cup 1966 (and captain of the Magriços ; he played also the small final)

Club
Cut of Europe of the clubs champions in 1961 and 1962 (registering a goal in each finale)
Champion of Portugal to 10 recoveries, in 1955, 1957, 1960, 1961, 1963, 1964, 1965, 1967, 1968 and 1969
Cut of Portugal to 6 recoveries, in 1955, 1957, 1959, 1962, 1964 and 1969
Finalist of the cut of Europe clubs champions in 1963,1965 and 1968 (captain the last year)
" Finaliste" intercontinental cut in 1961 and 1962
Vice-champion of Portugal in 1956,1959,1966 and 1970
Finalist of the cut of Portugal in 1958 and 1965
Finalist of the Coupe de France in 1971

Prize list (trainer)
Selector of the team of to independence, as from June 1975
Champion of Mozambique in 1976 with Textáfrica de Chimoio (1st edition of the test)
Champion of Mozambique in 1982 with Ferroviário de Maputo
Victorious of the Cut of Mozambique in 1984 with Ferroviário
Finalist of the cut of Mozambique in 1982 (Ferroviário)

Distinctions
Named among the 100 best players of the XXe century by the IFFHS, and Placar (n°67)
Order Eduardo Mondlane of Mozambique (of 3rd size in 2005)


Coluna was named by the readers of the Jornal O Record in 2004 to Benfica's all-century team!!!!

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