Fernando Chalana

Nome: Fernando Albino de Sousa Chalana
Data de nascimento: 10-2-1959
Naturalidade: Barreiro
Posição: extremo-esquerdo
Clubes principais: Benfica, Bordéus, Estrela da Amadora e Belenenses
Jogos pela Selecção Nacional: 27/2 golos
Source/Fonte - SL BENFICA.pt
Chalana (10/02/1959) - Genialidade e magia
Nome: Fernando Albino de Sousa Chalana
Data de nascimento: 10-2-1959
Naturalidade: Barreiro
Posição: extremo-esquerdo
Clubes principais: Benfica, Bordéus, Estrela da Amadora e Belenenses
Jogos pela Selecção Nacional: 27/2 golos
Source/Fonte - SL BENFICA.pt
Chalana (10/02/1959) - Genialidade e magia
Foi, depois de Eusébio, o baluarte máximo do futebol benfiquista, reunindo, no grau supremo, qualidades que fizeram dele um jogador de excepção: habilidade, velocidade, génio e magia.
Foi uma espécie de mago do futebol. Tornou-se, por isso, num ídolo dos benfiquistas. Estreou-se no Clube pela mão de Mário Wilson a 07/03/76, frente ao Farense (3-0), na Luz, em jogo do Campeonato Nacional, tendo entrado ao intervalo para substituir Toni.
Senhor absoluto do corredor esquerdo, arrancava assistências fatais depois de baralhar com a sua finta desconcertante um ou mais defesas que lhe aparecessem no caminho.
O facto de possuir um pé esquerdo sobredotado não implicava a falta de arte no direito, que utilizava com a mesma naturalidade dos destros.
Chalana tratava o esférico com a mesma facilidade que os malabaristas profissionais executam os seus números de circo. O seu talento levava o êxtase às bancadas, fazendo delirar o público com os seus lances prodigiosos. Estreou-se na Selecção Nacional com apenas 17 anos, 8 meses depois de o fazer na equipa principal do Benfica.
Em 1984, por ocasião do Europeu de França, maravilhou o mundo do futebol com o seu engenho e a sua arte, contribuindo decisivamente para o 3º lugar alcançado pela equipa lusa.
A sua habilidade invulgar condenava-o muitas vezes a ser travado pelos adversários com entradas duras. E foram justamente as lesões que o afastaram dos relvados em diversos períodos da sua carreira.
Em 89/90, fez a última época de águia ao peito. Pelo Benfica, realizou 410 jogos, 308 como médio esquerdo, tendo marcado 64 golos. Venceu 6 Campeonatos Nacionais e 2 Taças de Portugal. Pela Selecção, fez 27 jogos e marcou 2 golos.

Source/Fonte - SERBENFIQUISTA.com
Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Nome Completo: Fernando Albino de Sousa Chalana
Posição Extremo esquerdo
Chalana e a bola. Qual axioma! A suspeita começou pouco tempo depois de abandonar o berço. A confirmação ocorreu por altura daqueles primeiros passos titubeantes. A prova, essa, encontra-se na quase totalidade das fotografias do Fernando nos tempos da infância. Chalana e a bola. Sempre! Herdeiro foi de uma casta notável de futebolistas. No Barreiro. Terra de muita(s) luta(s). Terra de Azevedo, de Carlos Gomes, de Pireza, de Félix, de Moreira, de Vasques, de José Augusto, de Adolfo. De gente grande do oficio da bola. Que marcou décadas gostosas de futebol. No Benfica ou no Sporting. Na defesa de outros emblemas. Um pouco por todo o lado.
Ainda gaiato, Chalana jogava, jogava muito, quase sempre com os mais velhos. Baixo, franzino, fazia futebol inocente, mas nele havia uma maturidade esquisita. É que já inteligia o jogo, deixando os outros, mais forte, mais altos e de mais idade, embasbacados q.b..
O tirocínio fê-lo no Jogos Juvenis do Barreiro. Enquanto suspirava pela CUF, divertiu-se no futebol de salão, alinhando pela equipa de Serpa Pinto. Arrebatou o troféu de melhor marcador, a Taça Joanina. Logo surgiu a cobiça dos Unidos e do Sporting do Lavradio, conquanto o seu segundo amor haveria de falar mais alto. No corta-mato, já pela CUF, venceu a competição de Lisboa para iniciados e, em Coimbra, averbou a quinta posição no Campeonato Nacional.
Correr sim, mas com bola, desse modo cortou a paixão pelo atletismo, bem cerce, não sem antes ter corrido quilómetros e mais quilómetros, num exercício que a vida justeza fez. Bateu à porta do departamento de futebol juvenil da CUF, com 14 anos. Como inepto o trataram. Foi rejeitado. Imperava a lei da cunha. Afinal, o que lhe sobrava em talento, aos pais, operários da actual Quimigal, faltava em influência.
Recepcioná-lo-ia o Barreirense
Com idade de juvenil actuava já nos juniores. A pinta não dava lugar a equívocos. Logo, Juca o chamou para o seio dos mais velhos. Um puto entre homens feitos, seis jogos, apenas seis, era jogador do Benfica. Para trás ficava, entre outros, o convite do Sporting. Pouco leonino, já que oitocentas notas de mil não comoveram os responsáveis de Alvalade. Teimoso, um tal Sr. Edgar, na Luz, desfazia-se em louvores ao miúdo Fernando Albino. Tal como São Tomé, o treinador Pavic sentou-se, um belo dia, na bancada do campo do Oriental. Chalana não desmereceu. O jugoslavo ficou de olhos arregalados.
A 6 de Março de 1976, o Anfiteatro da Luz como que virou pia baptismal. Lá jogava o Sporting Farense, em partida do Campeonato. Já com os ouvidos entregues aos sábios conselhos do mestre Ângelo, treinador dos juniores encarnados, Chalana escutou as indicações do britânico John Mortimore. Tinha 17 anos e 25 dias. Ao intervalo entrou para o lugar de Toni, anos mais tarde seu técnico, para quem “depois do Eusébio, foi o Chalana o mais espectacular jogador que pelo Benfica vi passar”. A estreia apadrinhada foi também por Bento, Artur, Eurico, Messias, Bastos Lopes, Vítor Martins, Vítor Baptista, Nené, Jordão e Diamantino. Triunfo por 3-0, com golos de Jordão (2) e Nené. Neste mesmo mês no dealbar da Primavera, voltaria Chalana a jogar entre os consagrados, de novo na Luz, ante o Sporting de Braga que regressou ao Minho, vergado ao peso de uma derrota, por 7-1. Campeão menino se fez essa temporada. De juniores e de seniores. Despontava o Pequeno Genial da prosa escorreita de José Neves de Sousa.
No ano seguinte, inconcebível era um Benfica sem Chalana. Fez quase o pleno de jogos. O primeiro falhou. Foi o da derrota, em Alvalade, por 3-0, na abertura do pano do Nacional de 76/77. Pedagógico, dir-se-ia, o insucesso. É que depois, deu Chalana, muito Chalana, sempre Chalana. De resto, segundo melhor marcador viria a cotar-se, logo depois do eterno Nené, começando a virar hábito o tangencial 1-0 do Benfica, com ponto por ele assinalado. Foi assim na Antas, em Coimbra, na Póvoa de Varzim… E o Benfica de novo campeão se fez.
O futebol cristalino de Chalana cedo o levou também à Selecção. Ainda não tinha atingido a maioridade, que não a futebolística, já o então seleccionador, José Maria Pedroto, com ele contava para as empresas do combinado nacional. Perante a Dinamarca, com vitória difícil, por 1-0, Chalana rubricou trabalho preeminente. “Chalana é um jogador “super-sénior”, que tem a visão ou a presciência de um futebol de cem metros, quer dizer, de um futebol do campo todo, que só se faz se cada um e todos os jogadores de uma equipa têm nos olhos os quatro vértices de terreno onde o jogo se pratica e são capazes de meter a bola em todos os pontos desse rectângulo”, escreveu, por essa altura, mais coisa menos coisa, o jornalista Vítor Santos.
O rapaz do Barreiro continuou a encantar. É verdade que, de 78 a 81, o Benfica jejuou. Foram os anos brasa da luta Norte/Sul, com o FC Porto a impor-se, por uma unha negra, em 77/78 e 78/79. Da primeira vez, o insólito aconteceu, invicto terminou a prova o Benfica, só que o goal average madrasto foi. Da segunda, um só ponto separou na pauta as duas equipas. Já no ano imediato, o Sporting conquistaria o ceptro, após a menos luzidia campanha benfiquista. Mesmo assim, Chalana fazia as despesas da alegria. Era, por essa altura, o melhor jogador português, como deixava entender Mário Wilson: “Ele é futebol da cabeça aos pés. Sim, ele é todo futebol. É senhor de intuição extraordinária para jogar à bola. Numa equipa com Chalana é simples resolver qualquer problema, porque ele é um rapaz cheio de futebol. Um rapaz capaz de solucionar qualquer problema. Além disso, não se envaidece. Por isso, Chalana é um craque”.
O Europeu, de 84, em França, terá sido o palco onde o jogador mas fez refulgir o génio. Apeado dos grandes certames internacionais, desde a odisseia de 66, numa fase sabática que provocou descontentamento, eis Portugal de novo entre os grandes, pela primeira vez na fase final de um Campeonato da Europa. Nessa altura, bipartia-se a liderança do nosso futebol. Por isso, Benfica e FC Porto cederam o grosso do contingente que arraiais assentou em terras gaulesas.
Os empates com a Alemanha e a Espanha, mais o triunfo sobre a Roménia, guindaram os herdeiros dos Magriços às meias-finais da competição. Infantes os rotularam, sendo que infante maior Chalana haveria de ser. Produziu lances ornados de fantasia, com técnica superior, de bela plástica. Estatura meã, cabelos ao vento, barba farta, espírito guerreiro, concitava todas as atenções, qual Astérix na Gália. Da poção mágica não rezam as crónicas, antes do futebol enleante, provocador, eficaz.
Inesquecível esse despique com a França, pais organizador e campeão da prova. A poucos minutos do fim, o adversário parecia agonizar, perante a vantagem portuguesa, já em pleno prolongamento, graças às cirúrgicas assistências de Chalana ao felino Jordão, goleador de serviço. Só que Portugal sucumbiu nos derradeiros instantes. Chalana e seus pares derramaram…lágrimas de Portugal.
No começo da época subsequente, partiu para França, de novo, milionário contrato havia assinado pelo Bordéus. Uma aventura que não resultou. Lesionado gravemente, rescindiu o vinculo, perdeu muito dinheiro, ao Benfica regressou, corria o ano de 87, após calvário que se não deseja ao mais refinado inimigo.
Nem gozou a final da Taça dos Campeões, essa mesma época, frente ao PSV. Estava magoado. Era a sua sina. Dois anos volvidos, viajou com a equipa para Viena. Ficou fora da lista de convocados, já na erosão da carreira, por cruel veredicto de Eriksson. Era a segunda impossibilidade prática de vingar a derrota com o Anderlecht, na única final europeia em que interveio. Haveria de gozar, isso sim, um triunfo, mais de uma década adiante, no também único jogo que orientou na condição de treinador principal do Benfica. Estádio da Luz, Lisboa, 30 de Novembro de 2002. Benfica, 3 – Sporting de Braga, 0. Chorou. Porque os campeões também podem ser meninos.
Épocas no Benfica: 12 (1975/1984 e 1987/1990)
Títulos: 6 CN, 2 TP e 2 ST
Jogos: 310
Golos: 47
Foi eleito o melhor jogador português em 1976 e 1984.
Títulos: 6 CN, 2 TP e 2 ST
Jogos: 310
Golos: 47
Foi eleito o melhor jogador português em 1976 e 1984.
Source/Fonte - FPF.pt
CHALANA 1959-…
O talento infinito do «Cyrano de Bérgerac»
Nome: Fernando Albino de Sousa Chalana
Data de nascimento: 10-2-1959
Naturalidade: Barreiro
Posição: extremo-esquerdo
Clubes principais: Benfica, Bordéus, Estrela da Amadora e Belenenses
Jogos pela Selecção Nacional: 27/2 golos
Estreia: 17-11-1976, em Lisboa, frente à Dinamarca (1-0)
Último jogo: 12-11-1988, em Gotemburgo, frente à Suécia (0-0)
Raramente se encontrava tanta dose de talento em figura tão estranha: um homem pequenino, de grande nariz, cabelo comprido e bigode grosso; um destro que jogava pela esquerda, com o pé esquerdo, e que se lembrava volta e meia que o pé direito era o «seu pé» e surpreendia os adversários e o público. Em 1984, durante o Europeu de França, fez as delícias da imprensa francesa. Chamaram-lhe Astérix e Cyrano de Bérgerac. Admiraram as suas fintas assombrosas, os seus passes perfeitos, os seus centros bem medidos, a forma como em espaços curtos se libertava de dois e três opositores para correr, depois, por todo aquele espaço livre que acabara de inventar.

Chalana foi, seguramente, um dos expoentes máximos do futebol português e da Selecção Nacional. Depois de tantas frustrações vividas após o Mundial 66, com Portugal a falhar consecutivamente as fases finais dos Campeonatos da Europa e do Mundo, Fernando Chalana foi a imagem de um país pequeno mas cheio de talento que se rebelava contra a ditadura dos mais fortes. A meia-final contra a França, em Marselha, foi um palco extraordinário para toda a sua capacidade. Apesar da dolorosa derrota (2-3), concedida no prolongamento, os malabarismos de Chalana, ora na esquerda, ora na direita do ataque português, deixando de joelhos os defesas franceses para criar um medo-pânico na sua grande-área, ficaram na retina de todos quantos tiveram a felicidade de assistir a esse jogo incrível e emocionante.
Depois de ter começado no Barreirense, Fernando Chalana tornou-se, num abrir e fechar de olhos, na coqueluche do Benfica. Com apenas 17 anos ganhou espaço na equipa e, apesar de duas fracturas graves, foi cumprindo o percurso que todos lhe vaticinavam: o de se tornar um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos. As suas exibições no Euro 84 quase que o obrigaram a sair para o estrangeiro. Escolheu Bordéus onde jogavam muitos daqueles que tinham sido seus adversários na célebre meia-final de Marselha – Tigana, Lacombe, Giresse, Batiston, Amoros – mas não foi feliz. Talvez o pequeno português não tivesse a alma de emigrante de tantos dos seus compatriotas… Uma lesão grave, na coxa, um tratamento mal feito, conflitos com os dirigentes bordaleses, tudo contribuiu para a tristeza de um homem que jogava um futebol feliz. Regressou a Portugal, ao Benfica e à Selecção Nacional. Num Estádio da Luz repleto, o jogo em que voltou a jogar com a camisola encarnada foi apoteótico: o público, adversários e companheiros aplaudiram demoradamente a sua entrada em campo, substituindo um companheiro. Mas as lesões não o abandonaram. Voltou a ter momentos de brilho intenso e a cair em fases de inactividade forçada. Sairia do Benfica a contragosto, jogaria no Belenenses e no Estrela da Amadora, tornar-se-ia treinador, primeiro nas camadas jovens, mais tarde nos seniores de equipas de menor expressão. Foi como técnico adjunto que voltou ao Benfica.

Source/Fonte - RECORD.pt
Chalana: Uma nova etapa na vida do benfiquista «genial»
Quinta, 03 Janeiro 2002
DO LAVRADIO À LUZ, COM PASSAGENS POR BORDÉUS, RESTELO E AMADORA
D.R./Record
A carreira de Chalana confunde-se com a história do Benfica nos últimos 28 anos. Seis títulos de campeão, uma transferência, um regresso, nova saída e novo regresso, como técnico dos juniores, são alguns momentos de um trajecto marcante
QUANDO o benfiquista Ilídio Fulgêncio passou um cheque de 750 contos (cerca de 3741 euros) ao Barreirense para assegurar a contratação de um jovem de 15 anos que também interessava ao Sporting, Fernando Chalana, esse jovem que Coluna e Pavic já tinham "espiado", estava muito longe de pensar que a sua carreira de futebolista iria, de algum modo, confundir-se com os últimos 28 anos de história do Benfica.
Corria em Portugal o ano da "Revolução dos Cravos" e Chalana iniciava aí um trajecto que o levaria a cotar-se como o mais talentoso futebolista da sua geração.
Penalizado por várias e complicadas lesões, manifestamente infeliz na experiência no estrangeiro - a mais cara transferência do futebol francês em 1984, quando o Bordéus pagou 300 mil contos (um milhão e 500 mil euros) ao Benfica de Fernando Martins -, Chalana representou ainda o Belenenses e o Estrela da Amadora. Mas seria no Benfica e na selecção nacional que aquele futebol imprevisto, de "dribles" impossíveis, conheceria a máxima expressão.
O "pequeno genial", como alguém um dia o definiu, trabalhou com treinadores como Mário Wilson, John Mortimore, Lajos Baroti, Sven-Goran Eriksson, sem esquecer Toni ou Jesualdo Ferreira, e esteve em seis dos títulos conquistados pelo Benfica entre 1976 e 1989.
Antes, fora campeão nacional de juvenis (74/75) e de juniores (75/76), títulos aos quais ainda somou quatro Taças de Portugal. O palmarés engloba ainda um campeonato francês pelo Bordéus, em 1984/85, distinções de "Melhor Jogador" (78/79) e a conquista da Supertaça da época 80/81.
Não obstante alguns momentos de relacionamento mais complicado com o Benfica - principalmente no início da década de 90 - e que o levaram a passar pelo Belenenses e pelo Estrela da Amadora, antes de mais uma lesão o obrigar a encerrar a carreira, Chalana sempre esteve ligado ao clube da águia.
A meia dúzia de campeonatos que ajudou a vencer com a camisola dos encarnados acaba por constituir-se como uma espécie de cartão-de-visita, mas é o talento, a "genialidade", que permanecem na memória de todos quantos o viram jogar.
Às lesões e ao tal relacionamento complicado com o Benfica no início da década de 90 - incompatibilizou-se com Eriksson, a quem chegou a chamar de "pior lesão" -, Fernando Chalana juntou ainda problemas de ordem pessoal que também não o ajudaram em momentos importantes da carreira.
Só a meio dos anos 90, através de Manuel Damásio, o clube da águia soube reconhecer a importância da figura do "pequeno genial", chamando-o para trabalhar no departamento de futebol juvenil. Fernando Chalana respondeu com dedicação e com... títulos, como o Nacional de Juniores conquistado em 1999/2000.
Da contratação em 1974 às novas funções de adjunto de 2002 passaram 28 anos. É, pode escrever-se, uma vida. E Chalana vive-a com duas referências - uma bola de futebol, que tão bem soube tratar enquanto jogador e um clube, o Benfica, onde inicia agora uma nova etapa. Mais uma no trajecto do "pequeno genial".
Estreia aos 17 anos
Um dos marcos na carreira de Chalana é, seguramente, o momento em que foi chamado para alinhar pela equipa principal do Benfica. O dia 7 de Março de 1976 fica para a história como a data em que o jogador fez a primeira aparição na equipa principal dos encarnados.
Depois de uma jornada europeia, com o Bayern de Munique, o Benfica recebia o Farense no Estádio da Luz e, rezam as crónicas, a exibição da equipa não foi particularmente brilhante.
As exigências eram outras e nem os 3-0 com que o Benfica "despachou" a equipa algarvia sossegaram os benfiquistas. Ficou, contudo, uma referência.
No início da segunda parte Toni já não regressou dos balneários, estreando-se, então com 17 anos, um jovem chamado Fernando Chalana. Dois anos após a chegada à Luz, Chalana tinha a primeira oportunidade "séria". Pela opção de Mário Wilson, o técnico que apostou naquela estreia.
A selecção nacional


Não obstante os convites que recebeu muito antes da transferência para o Bordéus - aos 16 anos o Cannes surgiu interessado em contratá-lo e um ano depois chegou uma proposta do Lille -, foram as exibições de Chalana durante o Europeu/84, disputado em França, que cimentaram em definitivo o estatuto de fora-de-série.
Numa equipa onde pontuavam elementos como Jordão, Nené, Jaime Pacheco, Carlos Manuel, Bento, João Pinto ou Sousa, Fernando Chalana mostrou aos europeus o repentismo e a imprevisibilidade que o levariam depois a Bordéus.
Pela selecção nacional A, Chalana fez 27 jogos e tem um currículo de vencedor. Participou em 13 triunfos, empatou oito vezes e conheceu a derrota por seis, mas nunca foi um goleador.
A série de Chalana na selecção principal começou em 1976 (ano em que alinhou também pelos juniores e pelas esperanças), a 17 de Novembro. José Maria Pedroto chamou-o para o onze inicial no jogo que Portugal ganhou (1-0, Manuel Fernandes) à Dinamarca. Oito anos depois foi 3º no Campeonato da Europa.
Source/Fonte - VEDETAOUMARRETA.BLOGSPOT.com

Nome Completo: Fernando Albino de Sousa Chalana
Alcunha: O Pequeno Genial / Astérix / Chalanix / Cyrano de Bergerac
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Lavradio / Barreiro
Data de Nascimento: 10 de Fevereiro de 1959
Posição: Extremo-Esquerdo
Altura: 1,65m
Peso: 62Kg
.Clubes:
2006/07 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2005/06 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2004/05 - Oriental (Treinador)
2003/04 - Paços de Ferreira (Treinador) + S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2002/03 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto/Treinador)
2001/02 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2000/01 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
1999/00 - S.L.Benfica (Treinador) - Juniores
1998/99 - ?
1997/98 - ?
1996/97 - ?
1995/96 - S.L.Benfica (Treinador) - Infantis
1994/95 - ?
1993/94 - ?
1992/93 - ?
FIM DA CARREIRA DE FUTEBOLISTA
1991/92 - Est.Amadora - 9 jogos / 1 Golo
1990/91 - Belenenses - 13 jogos / 0 Golos
1989/90 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1988/89 - S.L. Benfica - 14 Jogos / 2 Golos
1987/88 - S.L. Benfica - 10 Jogos / 2 Golos
1986/87 - Bordéus - 0 Jogos / 0 Golos
1985/86 - Bordéus - 2 Jogos / 0 Golos
1984/85 - Bordéus - 10 Jogos / 1 Golo
1983/84 - S.L. Benfica - 23 Jogos / 7 Golos
1982/83 - S.L. Benfica - 29 Jogos / 3 Golos
1981/82 - S.L. Benfica - 21 Jogos / 0 Golos
1980/81 - S.L. Benfica - 24 Jogos / 1 Golo
1979/80 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1978/79 - S.L. Benfica - 30 Jogos / 3 Golos
1977/78 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 8 Golos
1976/77 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 10 Golos
1975/76 - S.L. Benfica - 2 Jogos / 0 Golos
"Formação"
1975/76 - S.L. Benfica (Juniores)
1974/75 - S.L. Benfica (Juvenis)
1973/74 - Barreirense (Juvenis)
.Totais no S.L.Benfica: 310 Jogos / 47 Golos
(Campeonato 224/36, Taça de Portugal 35/5, Supertaça Cândido de Oliveira 7/0 e Eurotaças 44/6)
.Estreia: 7 de Março de 1976, na Luz (S.L.Benfica 3 - Farense 0)
O Velho Capitão fê-lo entrar aos 45' para substituir o capitão Toni.
.Último jogo: 20 de Maio de 1990, na Luz (S.L.Benfica 1 - Belenenses 0)
.Competições Europeias: 44 Jogos / 6 Golos
.Estreia: 15 de Setembro de 1976, no Dínamo Stadium em Dresden
(D. Desden 2 - S.L.Benfica 0)
.Último jogo: 18 de Outubro de 1989, no Estádio Jozsef Boszik em Budapeste
(Honved 0 - S.L.Benfica 2)

Palmarés:
2 Campeonatos Nacionais de Juniores - 1974/75 e 1975/76 (S.L.Benfica)
6 Campeonatos Nacionais:
1975/76, 1976/77, 1980/81, 1982/83, 1983/84 e 1988/89 (S.L.Benfica)
2 Taças de Portugal - 1980/81 e 1982/83 (S.L.Benfica)
2 Supertaças - 1979/80 e 1988/89 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Taça UEFA - 1982/83 (S.L.Benfica)
2x Melhor Jogador Português (CNID) - 1976 e 1984 (S.L.Benfica)
1 Campeonato Francês - 1984/85 (Bordéus)
Medalha de Bronze EURO 84 (França) - 1984 (Selecção Nacional)
5º Melhor Jogador Europeu "France Football" - 1984

Curiosidades:

Nome Completo: Fernando Albino de Sousa Chalana
Alcunha: O Pequeno Genial / Astérix / Chalanix / Cyrano de Bergerac
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Lavradio / Barreiro
Data de Nascimento: 10 de Fevereiro de 1959
Posição: Extremo-Esquerdo
Altura: 1,65m
Peso: 62Kg
.Clubes:
2006/07 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2005/06 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2004/05 - Oriental (Treinador)
2003/04 - Paços de Ferreira (Treinador) + S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2002/03 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto/Treinador)
2001/02 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
2000/01 - S.L.Benfica (Treinador-Adjunto)
1999/00 - S.L.Benfica (Treinador) - Juniores
1998/99 - ?
1997/98 - ?
1996/97 - ?
1995/96 - S.L.Benfica (Treinador) - Infantis
1994/95 - ?
1993/94 - ?
1992/93 - ?
FIM DA CARREIRA DE FUTEBOLISTA
1991/92 - Est.Amadora - 9 jogos / 1 Golo
1990/91 - Belenenses - 13 jogos / 0 Golos
1989/90 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1988/89 - S.L. Benfica - 14 Jogos / 2 Golos
1987/88 - S.L. Benfica - 10 Jogos / 2 Golos
1986/87 - Bordéus - 0 Jogos / 0 Golos
1985/86 - Bordéus - 2 Jogos / 0 Golos
1984/85 - Bordéus - 10 Jogos / 1 Golo
1983/84 - S.L. Benfica - 23 Jogos / 7 Golos
1982/83 - S.L. Benfica - 29 Jogos / 3 Golos
1981/82 - S.L. Benfica - 21 Jogos / 0 Golos
1980/81 - S.L. Benfica - 24 Jogos / 1 Golo
1979/80 - S.L. Benfica - 8 Jogos / 0 Golos
1978/79 - S.L. Benfica - 30 Jogos / 3 Golos
1977/78 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 8 Golos
1976/77 - S.L. Benfica - 28 Jogos / 10 Golos
1975/76 - S.L. Benfica - 2 Jogos / 0 Golos
"Formação"
1975/76 - S.L. Benfica (Juniores)
1974/75 - S.L. Benfica (Juvenis)
1973/74 - Barreirense (Juvenis)
.Totais no S.L.Benfica: 310 Jogos / 47 Golos
(Campeonato 224/36, Taça de Portugal 35/5, Supertaça Cândido de Oliveira 7/0 e Eurotaças 44/6)
.Estreia: 7 de Março de 1976, na Luz (S.L.Benfica 3 - Farense 0)
O Velho Capitão fê-lo entrar aos 45' para substituir o capitão Toni.
.Último jogo: 20 de Maio de 1990, na Luz (S.L.Benfica 1 - Belenenses 0)
.Competições Europeias: 44 Jogos / 6 Golos
.Estreia: 15 de Setembro de 1976, no Dínamo Stadium em Dresden
(D. Desden 2 - S.L.Benfica 0)
.Último jogo: 18 de Outubro de 1989, no Estádio Jozsef Boszik em Budapeste
(Honved 0 - S.L.Benfica 2)

Palmarés:
2 Campeonatos Nacionais de Juniores - 1974/75 e 1975/76 (S.L.Benfica)
6 Campeonatos Nacionais:
1975/76, 1976/77, 1980/81, 1982/83, 1983/84 e 1988/89 (S.L.Benfica)
2 Taças de Portugal - 1980/81 e 1982/83 (S.L.Benfica)
2 Supertaças - 1979/80 e 1988/89 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Taça UEFA - 1982/83 (S.L.Benfica)
2x Melhor Jogador Português (CNID) - 1976 e 1984 (S.L.Benfica)
1 Campeonato Francês - 1984/85 (Bordéus)
Medalha de Bronze EURO 84 (França) - 1984 (Selecção Nacional)
5º Melhor Jogador Europeu "France Football" - 1984

Curiosidades:
- Fernando Chalana cedo começou a trilhar o caminho do sucesso no desporto, brilhando desde muito tenra idade noutras modalidades desportivas: Na primeira participação nos "Jogos Juvenis do Barreiro" arrecada a Taça Joanina (Melhor Marcador) em Futebol de Salão, alinhando pela equipa Serpa Pinto.
- Opta entretanto pelo atletismo. Pela CUF foi campeão de Lisboa em iniciados e 5º classificado no Campeonato Nacional.
- Aos 14 anos regressa ao futebol. Vai fazer testes na CUF (na mesma altura que Carlos Manuel) mas é reprovado. O Barreirense agradeceu.
- Apenas 6 jogos feitos pelo Barreirense e já o S.L.Benfica o tinha contratado. 750 contos foi o valor que o Sporting achou exagerado para um juvenil mas que Milorad Pavic não hesitou em mandar entregar nos cofres do Barreirense: Chalana era ainda juvenil mas Juca já o fazia alinhar pelos séniores.
- Aos 17 anos já brilhava como poucos: Estreia-se no 1º Team encarnado com apenas 17 anos e 27 dias. Nessa mesma temporada futebolística sagra-se Campeão Nacional de Juniores e de Séniores e joga ainda pelas Selecções de Juniores, Esperanças e "AA". Inédito!
- Como qualquer futebolista que usava (e abusava) da técnica Fernando Chalana foi sempre alvo de marcações impiedosas. Daí o calvário de lesões que começou a 10 de Novembro de 1979 (o varzinista Brandão provocou-lhe rotura de ligamentos e fractura do perónio da perna direita). Um ano depois novamente perna partida num treino no Jamor. Depois em França lesões "invulgares", roturas e mais roturas, "bruxas" e afins. O calvário só terminaria quando se retirou dos relvados.
- Antes da partida para o EURO 84, onde brilhou intensamente (ver vídeo aqui), foi novamente abordado pelo Sporting. E também pelo Boavista. Fernando Martins "cedeu" e teve que passar a desembolsar 1000 contos por mês em vez dos usuais 350 contos...
- Após o EURO 84, transfere-se para o Girondins de Bordeaux. O dinheiro da sua transferência (220 mil contos) permite ao S.L.Benfica concluir as obras do antigo estádio, com o fecho do 3º anel. Chalana recebe 100 mil contos de prémio de assinatura e passa a auferir 5 mil contos/mês. Nunca um futebolista português usufruira de semelhantes condições.
- Um dúvida persiste: Canhoto, Destro ou Ambidestro? As intermináveis fintas eram preferencialmente executadas à esquerda (e com o pé canhoto) mas... e os passes? E, como se pode ver na foto acima, os penalties batidos com o pé direito?
- Em 1999/00, no comando técnico da equipa de juniores, consegue chegar novamente ao título nacional, 11 anos depois. Nessa equipa alinhavam (entre outros) Moreira, Jorge Ribeiro, Bruno Aguiar e Eduardo Simões.
- Na época 2002/03 rende Jesualdo Ferreira no comando técnico dos encarnados. A 30 de Novembro de 2002 realiza o seu primeiro (e último até este momento) jogo como treinador principal. Recebe e derrota o S.C.Braga por 3-0 e "descobre" num extremo-direito dispensável um lateral-direito de excelente valia: Miguel Monteiro, actualmente a jogar no Valência.
- Actualmente Fernando Chalana é treinador-adjunto de Quique Flores no S.L.Benfica e é considerado pelo jornal A Bola como uma das 100 figuras do futebol português.

Source/Fonte - WIKIPEDIA.org
Fernando Albino de Sousa Chalana (pron. IPA: [fɨɾ.'nɐ̃.ðu ʃɐ.'lɐ.nɐ]) (born 10 February 1959, Barreiro,Portugal) is a Portuguese former professional footballer and manager.
He played for S.L. Benfica, from 1975 until 1984, and played for the first team at 17 years of age. He won the National Championship titles of 1975–76, 1976–77, 1980–81, 1982–83, 1983–84 and 1988–89, and the Cup of Portugal of 1979, 1980, 1982 and 1983. His first game for the Portugal National Team was on 17 November 1976, in a 1–0 win over Denmark, for the World Cup qualification, which made him the fourth youngest player ever to represent the "Selecção Nacional".
The peak of his career was at Euro 1984, were he was one the leading figures of the National Team that reached the semi-finals. He moved to Bordeaux, of France, in 1984, but failed to impress, due to several injuries. He was not the same great footballer of the past when he returned to Benfica, in 1987, even playing for the 27th and last time, for the National Team, in a friendly match, with Sweden, on 12 October 1988 with the game finishing a scoreless draw. He was a substitute for Benfica until 1990, and he moved to Belenenses, for the next season. He finished his career in Estrela da Amadora, at the II Honour Division, in 1992, aged 33.
In 1999/2000 he was the manager of the junior S.L. Benfica team and was the champion.
In 2008 he replaced José Antonio Camacho as head coach of Benfica and so beginning is second spell as head coach, having already managed one game, after Jesualdo Ferreira was sacked and before Camacho was hired, back in 2002. During this 2002 game he managed to revamp Miguel's career, positioning him as a right back instead of a pure winger. He was unfortunate this time, but managed to remain in control of the team until the end of the season.
On May 22nd 2008, It was announced that Quique Sanchez Flores had been appointed as the new manager of Benfica.
Honours
Portuguese National Championship (6) - 1975/76, 1976/77, 1980/81, 1982/83, 1983/84, 1988/89
Cup of Portugal (3) - 1979/80, 1980/81, 1982/83
SuperCup Cândido de Oliveira (2) - 1979/80, 1988/89
French Championship (1) - 1984/85
Portuguese Footballer of the Year (2) - 1976, 1984
Portuguese National Championship (6) - 1975/76, 1976/77, 1980/81, 1982/83, 1983/84, 1988/89
Cup of Portugal (3) - 1979/80, 1980/81, 1982/83
SuperCup Cândido de Oliveira (2) - 1979/80, 1988/89
French Championship (1) - 1984/85
Portuguese Footballer of the Year (2) - 1976, 1984
Chalana was named by the readers of the Jornal O Record in 2004 to Benfica's all-century team!!!!










