Jose Travassos

Nome: José António Barreto Travaços
Data de nascimento: 22-2-1926
Naturalidade: Lisboa
Posição: Interior esquerdo
Clubes principais: CUF e Sporting
Jogos pela Selecção Nacional: 35/6 golos
Palmarés
8 Campeonatos Nacionais (1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53 e 1953/54)
2 Taças de Portugal (1947/48 e 1953/54)
Jogos pelo Sporting: 249 no Campeonato, 457 em total
Golos pelo Sporting: 99 no Campeonato, 172 em total

Nome: José António Barreto Travaços
Data de nascimento: 22-2-1926
Naturalidade: Lisboa
Posição: Interior esquerdo
Clubes principais: CUF e Sporting
Jogos pela Selecção Nacional: 35/6 golos
Palmarés
8 Campeonatos Nacionais (1946/47, 1947/48, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53 e 1953/54)
2 Taças de Portugal (1947/48 e 1953/54)
Jogos pelo Sporting: 249 no Campeonato, 457 em total
Golos pelo Sporting: 99 no Campeonato, 172 em total

Source/Fonte - Sporting.pt
José Travaços
José Travaços
Foi o mais fabuloso de todos os jogadores do Sporting, atendendo aos parâmetros de talento e regularidade que revelou desde o ano de chegada (1946); ao peso relativo que exerceu no universo leonino e no futebol português em geral ao longo de 13 anos se talento genuíno (fim da linha em 1959); à eternidade a que condenou o seu futebol e um dos poucos nomes que se sabem de cor: José António Barreto Travaços. Foi um futebolista fora do comum, daqueles que não oferecem dúvidas quanto á sua grandeza.
Foi grande no seu tempo, como teria sido maior ainda se tivesse nascido mais tarde - desencontrou-se com o tempo, porque teria sido magriço indiscutível ou um dos elementos mais talentosos de todas as gerações de ouro que Portugal fosse capaz de criar. Em 13 anos ao serviço do Sporting, fez 454 jogos e marcou 182 golos- na I Divisão os números reduzem-se a 249 partidas e 99 tentos. Foi campeão nacional em oito ocasiões e venceu a Taça de Portugal por duas vezes.
Apesar da idade avançada com que chegou ao fim dos 50, ainda teve tempo para dois jogos nas competições europeias. Despediu-se com 35 internacionalizações e 6 golos ao serviço da Selecção.

Curiosidade
A 13 de Agosto de 1995, Travaços entrou definitivamente para o galarim dos maiores e mais populares jogadores portugueses de sempre. Convocado para uma selecção europeia que esteve presente nas comemorações dos 75 anos da Federação Irlandesa de Futebol, juntou-se á grande elite do futebol. Desde então, e até ao fim da vida passou a ser conhecido como Zé da Europa, fruto de um reconhecimento internacional sem precedentes no futebol português, que foi o ponto de partida para outras que beneficiariam, anos mais tarde, a geração de Eusébio e companhia.
1955 - ZÉ DA EUROPA

3 de Agosto de 1955 - José Travaços representa uma selecção
europeia e protagoniza um grande momento do futebol português
3 de Agosto de 1955 - José Travaços representa uma selecção
europeia e protagoniza um grande momento do futebol português
Recordo, ainda, a última vez que vi Travassos. Foi na tarde de um dia de Agosto de 1982, numa transversal da Avenida da Igreja, quando entrei numa pastelaria para uma bebida refrescante. Ao vê-lo, corri a uma papelaria para comprar o jornal do Sporting CP e pedi ao Zé que o assinasse, pois sabia que o meu filho Bruno iria gostar de ter a assinatura do ídolo que tantas vezes lhe descrevi. E gostou!
Lembro-me bem de quem tanto admirei como jogador e respeitei como homem simples que respondeu ao pedido que lhe fiz perguntando-me: tem a certeza que o miúdo vai ligar à minha assinatura?
A Selecção da Europa que Travassos integrou, num mês de Agosto, também, foi constituída por nomes famosos do futebol de então:
Buffon (Itália); Gustavsson (Suécia), Van Brandt (Bélgica) e Ocwirk (Áustria); Jonquet (França) e Boskov (Jugoslávia); Sorensen (Dinamarca), Travassos (Portugal), Kopa (França), Vukas (Jugoslávia) e Vincent (França).
Era, então, o ídolo de muita gente. Um jogador extraordinário, daqueles que não tinha jogos bons e jogos maus, porque jogava sempre bem.
Vi-o jogar pela primeira vez logo nos primeiros tempos dos famosos cinco violinos, uma linha avançada terrível onde a velocidade de Jesus Correia, a genialidade de Vasques, a objectividade de Peyroteu e os malabarismos de Albano eram comandados pela ímpar intuição de Travassos para armar ataques mortíferos.
Algumas das grandes equipas europeias de então sentiram a sua eficiência, sofrendo goleadas.
De pequena estatura, Travassos era muito rápido e inventava fintas de progressão e passes que nada ficam a dever aos “bailados” de Figo ou às trivelas de Quaresma.
Vi-o no atletismo também, onde era corredor de velocidade.Lembro-me bem de quando foi seleccionado para a equipa da Europa que defrontou a Inglaterra e ensinou aos “mestres” como se joga bom futebol, derrotando-os por 4-1.
Foi o 10 dessa selecção e todos passaram a chamar-lhe o Zé da Europa. Foi, na altura, um orgulho nacional.
Não era crível que alguém se lembrasse de um jogador português para uma tal selecção. Por isso, apenas a enorme qualidade internacional do futebol de Travassos que um jornalista inglês “descobriu” para o mundo o poderá explicar. É injusto que não seja mencionado quando se fala dos grandes futebolistas mundiais, quando alguns dos que o são, em Portugal e no mundo, talvez o não mereçam tanto como ele.
Foi em Agosto de 1955 que Travassos levou o “perfume” do seu futebol inigualável até Belfast.
Source/Fonte - FPF.pt
JOSÉ TRAVAÇOS 1926-2002
Nasceu em Belfast o «Zé da Europa»
Nome: José António Barreto Travaços
Data de nascimento: 22-2-1926
Naturalidade: Lisboa
Posição: Interior esquerdo
Clubes principais: CUF e Sporting
Jogos pela Selecção Nacional: 35/6 golos
Estreia: 5-1-1947, em Lisboa, frente à Suíça (2-2)
Último jogo: 7-5-1958, em Londres, frente à Inglaterra (1-2)
Travaços ou Travassos? A questão ortográfica do nome percorreu décadas. Ainda hoje cria divisões e discussões. Ao que parece, foi registado Travaços e, mais tarde, os jornais haveriam de dar tratos de polé ao seu nome de origem. Mas, Travaços ou Travassos, pouco importa. Com cê cedilhado ou com dois esses, o rapaz que durante dois anos jogou futebol na CUF, na II Divisão, e fez atletismo no Sporting, sendo um dos melhores corredores de 100 metros da sua geração, transformou-se na grande figura do futebol português antes de Eusébio. E, também como Eusébio, alguns anos depois, viveu momentos rocambolescos no momento de assinar o seu primeiro contrato profissional, com um «rapto» do FC Porto a preceder o seu compromisso final com o Sporting. Um compromisso para toda a vida.
Foi em Setembro de 1946 que José Travaços se estreou pelos «leões», contra o V. Setúbal (1-1), num jogo particular. Com ele, estreou-se igualmente Manuel Vasques, outro dos «Cinco Violinos» que ficariam eternamente marcados na memória do futebol em Portugal.
O talento de Travaços era tão grande que, no primeiro jogo contra o grande rival Benfica, marcou 3 dos 6 golos do Sporting numa vitória histórica (6-1). Um domínio de bola espantoso, fintas estonteantes, remates fortes e precisos, qualidade de passe excelente, arranques repentinos e devastadores: tudo isto tinha José Travaços. Não admira, portanto, que as portas da Selecção Nacional se tenham aberto às escancaras para o receber.
No dia 26 de Janeiro de 1947, Travaços assinou um dos momentos individuais do feito colectivo mais brilhante da ainda curta vida da «equipa de todos nós». No Estádio Nacional, Portugal arranca a sua primeira vitória «a sério» sobre a Espanha (as duas anteriores, por via da Guerra Civil, não foram homologadas pela FIFA), e logo por 4-1. José Travaços foi um raio de sol na tarde chuvosa do Vale do Jamor. Ao golo madrugador de Iriondo, logo no primeiro minuto, responderam os interiores (Araújo e Travaços) da Selecção Portuguesa com um futebol extraordinário. A cada um deles, dois golos. E a festa durou até às tantas…

Em 1955, em gozo de férias na Costa da Caparica, Travaços recebe um telegrama surpreendente e até aí inédito no futebol nacional: estava convocado para a Selecção da Europa que, em Belfast, iria defrontar a Grã Bretanha na festa do 75º aniversário da Federação Irlandesa. Nunca nenhum português recebera tal distinção! No dia 13 de Agosto, José Travaços passava, assim, a ser o popular Zé da Europa, jogando com grandes figuras da época como o austríaco Ocwirk, os franceses Vincent e Kopa e o jugoslavo Boskov.
Mas eram já épocas irregulares na carreira de Travaços. Entre 1947 e 1952, tinha cumprido 22 jogos consecutivos com a camisola das quinas. Foi o mais internacional dos jogadores portugueses. Mas as lesões meniscais custaram-lhe caro e, com o passar dos anos, as recuperações tornaram-se mais penosas. Em 1959, com 33 anos, joga em Coimbra, para a Taça, com a Académica (1-3), o seu último jogo oficial. Tinha-se despedido da Selecção Nacional no ano anterior.
Linha avançada da Selecção Nacional: Hernâni, Vasques, José Águas, Travassos e Matateu.
Source - WIKIPEDIA.org
José António Barreto Travassos (Lisbon February 22, 1926 – Lisbon, February 12, 2002) was a Portuguese footballer. He played as a forward.
Travassos was one of the first Portuguese footballers to achieve international level, playing for the FIFA Team that defeated England 4-1, in 1955.

He is considered one of the best Portuguese players of all times. He gained notoriety as a member of the legendary Sporting's attacking force known as the "Cinco Violinos" (The Five Violins). While in Sporting, Travassos managed to win four Portuguese championships in a row from 1950 to 1954. This record would only be broken by FC Porto from 1994 to 1999.
He played for the Portuguese national team 35 times, scoring 6 goals. His first game was a 2-2 draw with Switzerland, in 5 January 1947, and his last, was a 1-2 loss with England, in 7 May 1958, both friendly matches.










