Jose Torres

Nome: José Augusto da Costa Sénica Torres
Data de nascimento: 8-9-1938
Naturalidade: Torres Novas
Posição: avançado centro
Clubes principais: Benfica, V. Setúbal e Estoril
Source - SLBENFICA.pt
Torres (11/09/38) - Presença e talento
Representou o Benfica durante 12 épocas, entre 1959/60 e 1970/71, tendo realizado 347 jogos e marcado 284 golos.
Possuidor de um perfil físico invulgar, alto e esguio como um basquetebolista, Torres soube afirmar o seu estilo inconfundível de atacante, retirando o máximo proveito das suas características corporais.
O epíteto de "bom gigante", alcunha por que ficou conhecido no mundo do futebol, define bem a sua silhueta afectiva e física. Estreou-se a 25/10/59, na Luz, num jogo do Campeonato Nacional, com o SC Covilhã (2-1).
A sua ascensão na equipa não foi imediata. A posição que ocupava no terreno, estava entregue a um nome reputado: José Águas.
Na época de 62/63, acabaria por retirar a titularidade ao "mestre", que nessa temporada apenas cumpriu 4 jogos. Torres tornou-se rapidamente numa pedra fundamental do ataque "encarnado".
A facilidade com que se movimentava dentro da área faziam dele uma arma temível para os adversários. No jogo aéreo, "afogava" os defesas com os seus quase 2 metros de altura, colocando a bola no fundo das redes com autoridade e astúcia.
Nunca escondeu a sua tristeza por não ter participado na conquista dos 2 títulos europeus, em que não tomou parte fruto da lei tardia das substituições (na segunda final, Cavém lesionou-se.
Torres estava lá, preparado para alinhar. O regulamento não deixou...). A este sentimento juntou a "felicidade infeliz" de ter estado nas restantes 3 finais europeias da década de 60, em que foi vice-campeão.
No Campeonato do Mundo de 1966, deixou igualmente a sua marca indelével. Após ter sido dos mais utilizados na fase qualificação, desempenhou papel preponderante na fase final, ao alinhar em todos os encontros e marcando 3 golos.
Foi 33 vezes internacional. Pelo Benfica, venceu 9 Campeonatos Nacionais e 6 Taças de Portugal. Foi o melhor marcador do campeonato português na época de 62/63, com 26 golos.

Source - FPF.pt
JOSÉ TORRES 1938-…
Os sonhos de «Lagardére», o «Bom Gigante»
Jogos pela Selecção Nacional: 33/14 golos
Estreia: 23-1-1963, em Roma, frente à Bulgária (0-1)
Último jogo: 13-10-1973, em Lisboa, frente à Bulgária (2-2)
Talvez seja esse o destino dos jogadores grandes, desengonçados. Um destino de críticas, de dúvidas, de relações constantes de amor-ódio com os adeptos. José Torres, o «Bom Gigante», chegou ao Benfica vindo do Torres Novas onde dava nas vistas pelo seu bom jogo de cabeça e pela facilidade que tinha em marcar golos. Estávamos em 1959, e a sombra de José Águas tapava o sol do jovem José Torres. Como taparia sempre, mesmo depois do abandono do velho «capitão» do Benfica, tão inevitáveis foram sempre as comparações entre o estilo clássico e elegante do primeiro e o jeito meio trapalhão do segundo. Durante as primeiras três épocas de águia ao peito, José Torres ficou reduzido às reservas e a esporádicas presenças na equipa principal: ao todo 6 jogos e 6 golos marcados. Eficácia não lhe faltava. Tanto assim, que no primeiro ano de titular, foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 26 golos em 21 jogos. Mas o público continuava sem perceber como era possível jogar Torres e Águas ficar no banco. Fernando Riera, o treinador, sabia a resposta.
José Torres foi sempre um homem calmo, paciente. Não foi por acaso que ganhou a alcunha de «Bom Gigante», adaptada de uma figura famosa dos circos e feiras da América, um homem de poucas falas que tinha dois metros e muito de altura. O nome «Largardére» ser-lhe-ia posto no V. Setúbal, por José Maria Pedroto, numa altura da carreira em que saía do banco de suplentes para resolver jogos complicados à maneira de um mosqueteiro que chegasse atrasado à refrega com os soldados do cardeal.
«Largardére», o «Bom Gigante», alimentou sempre uma tristeza na vida: a de não ter sido campeão europeu pelo Benfica, a despeito de ter jogado três finais da Taça dos Campeões, coisa de que poucos jogadores se podem orgulhar. Fica-lhe como consolo um jogo lendário na final do Torneio Ramon Carranza, em Cádis, no tempo em que nele participavam sempre, além da equipa da casa, três das melhores equipas do Mundo. Nesse ano, depois de afastar o Real Madrid, o Benfica jogou a final com o Cádis. Torres saiu do banco quando a sua equipa perdia por 0-1; no final dos 90 minutos, havia 3-3; no final do prolongamento, 7-3: quatro golos do «Bom Gigante». «À fé de Largardére!»
Foi em Janeiro de 1963 que se estreou pela Selecção Nacional, num jogo de desempate para a fase de qualificação do Campeonato da Europa, frente à Bulgária. Portugal perdeu por 0-1, mas Torres ganhou o seu espaço. Na qualificação para o Mundial de 1966, já era membro de pleno direito desse grupo que ficaria, em Inglaterra, conhecido como «Os Magriços». Na fase de preparação para esse Mundial, José Torres tem a fase mais profícua da sua presença na equipa nacional. Em quatro jogos consecutivos marca 7 golos – 1 em Glasgow à Escócia (1-0); 2 em Esbjerg, à Dinamarca (3-1); 3 em Lisboa, ao Uruguai (3-0); 1 no Porto, à Roménia (1-0) – somando mais dois contra a Hungria (3-1) e contra a Bulgária (3-0), já na fase de grupos, em Manchester. No jogo para os terceiro e quarto lugares, em Wembley, marca o golo mais significativo da história da Selecção Nacional até então: o segundo, que garantia a vitória (2-1) frente à URSS, e a melhor classificação de sempre de Portugal num Campeonato do Mundo.
José Torres teve uma carreira longa. Ao fim de doze anos na Luz, é envolvido no negócio Vítor Baptista, e transfere-se para Setúbal e para o Vitória de José Maria Pedroto. Terá três épocas excepcionais. O V. Setúbal luta pelo título, termina duas vezes em 3º lugar e uma em 2º, dá cartas na Taça UEFA eliminando equipas como o Liverpool, o Leeds ou o Inter. Aos 37 anos ainda se sente em condições para jogar no Estoril-Praia e faz cinco épocas, duas delas como treinador-jogador. Abandonou os relvados aos 42 anos. Foi treinador do Estrela da Amadora e do Varzim e assumiu, em 1984, o cargo de Seleccionador Nacional. Na véspera do encontro decisivo, em Estugarda, contra a RFA, que Portugal precisava de vencer, pediu: «Deixem-me sonhar…» O sonho tornou-se realidade: Portugal venceu por 1-0 e, 20 anos depois, atingia nova fase final de um Campeonato do Mundo.
José Torres teve tudo para ser personagem de romance. E foi-o, de certa forma. Basta ler estas linhas de «A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro», de António Tabucchi : « Desejou bons dias e pôs-se a andar. Firmino ficou a vê-lo afastar-se. Era baixinho, com um tronco grande de mais para umas pernas muito curtas. Curiosamente lembrou-se de um outro Torres. Mas a esse, nunca o conhecera, só o vira em imagens da época, na televisão. Era um Torres muito alto, que fora o ídolo do seu pai, o Torres que jogava como avançado-centro no Benfica dos anos-Sessenta. Não sabia jogar, dizia-lhe o pai, mas bastava-lhe esticar a cabeça e zás, a bola entrava na baliza sozinha»

Source - Wikipedia.org (Portuguese)
Carreira
Representou o Benfica entre 1959 e 1971. Desde cedo deu nas vistas, devido ao seu imponente jogo aéreo. Servindo-se da elevada estatura, o ponta-de-lança ganhou estatuto dentro do Clube e foi, durante a década de 60, titular, actuando ao lado de Eusébio na frente de ataque e sendo apoiado por figuras como Coluna, Simões e José Augusto. Teve papel activo na presença do Benfica nas finais europeias de 1963, 1965 e 1968, mas não pôde fazer a festa, como tanto desejava.
Foi mais feliz no Nacional da I Divisão, cujo título saboreou por nove vezes. Individualmente teve a sua coroa de glória na temporada de 1962/63, quando se sagrou (com 26 golos) o melhor marcador do Campeonato Nacional. Torres iniciou-se no clube da sua terra natal (o Torres Novas) e terminou a actividade no Grupo Desportivo Estoril Praia, em 1980, com 42 anos.
Selecção Nacional
Ao serviço da selecção nacional, marcou 14 golos, média significativa para o panorama nacional. Estreando-se com a camisola das quinas a 2 de Janeiro de 1963 num Portugal-Bulgária (0-1) Torres apenas teve de esperar pelo encontro seguinte para dar o seu primeiro tento a Portugal.
Tal como Eusébio, Coluna e Simões, Torres foi um dos poucos atletas que fizeram os seis encontros da qualificação, assim como efectuaria, já na Inglaterra, todos os desafios da fase final (marcando três golos em Inglaterra) do Campeonato do Mundo de 1966. A carreira do futebolista de Torres com a camisola das quinas terminou a 13 de Outubro de 1973 curiosamente, de novo num Portugal-Bulgária (2-2) para o Campeonato da Europa precisamente, também, o jogo de despedida de Eusébio e Simões.
Torres já não se encontrava nessa altura no Benfica, mas sim no Vitória de Setúbal, clube pelo qual registou as suas duas últimas internacionalizações.
Chegava ao fim o percurso do jogador Torres, mas não o de José Torres na na selecção nacional. De facto, haveria de ser ele a comandar os destinos da equipa técnica que consegui, o apuramento para o Mundial do México, de 1986. Na época ficou célebre a sua frase "deixem-me sonhar" quando, ao contrário de quase todo o país, continuava a acreditar no apuramento.
O seu sonho realizou-se com o triunfo em Estugarda (a vitória frente à Alemanha), mas, depois, os problemas que surgiram em Saltillo foram um autêntico pesadelo.
Após o final da carreira, este apaixonado pela columbofilia ainda treinou clubes como o Estrela da Amadora, o Varzim ou o Boavista, mas foi na Selecção Nacional que voltou a estar em destaque. De facto, conseguiu levar Portugal à presença num Mundial, o de 1986, precisamente 20 anos depois de ter ele mesmo estado em campo, em representação da equipa lusa, mas enquanto jogador.
Títulos
9 Campeonatos de Portugal
6 Taças de Portugal

Nome: José Augusto da Costa Sénica Torres
Data de nascimento: 8-9-1938
Naturalidade: Torres Novas
Posição: avançado centro
Clubes principais: Benfica, V. Setúbal e Estoril
Source - SLBENFICA.pt
Torres (11/09/38) - Presença e talento
Representou o Benfica durante 12 épocas, entre 1959/60 e 1970/71, tendo realizado 347 jogos e marcado 284 golos.
Possuidor de um perfil físico invulgar, alto e esguio como um basquetebolista, Torres soube afirmar o seu estilo inconfundível de atacante, retirando o máximo proveito das suas características corporais.
O epíteto de "bom gigante", alcunha por que ficou conhecido no mundo do futebol, define bem a sua silhueta afectiva e física. Estreou-se a 25/10/59, na Luz, num jogo do Campeonato Nacional, com o SC Covilhã (2-1).
A sua ascensão na equipa não foi imediata. A posição que ocupava no terreno, estava entregue a um nome reputado: José Águas.
Na época de 62/63, acabaria por retirar a titularidade ao "mestre", que nessa temporada apenas cumpriu 4 jogos. Torres tornou-se rapidamente numa pedra fundamental do ataque "encarnado".
A facilidade com que se movimentava dentro da área faziam dele uma arma temível para os adversários. No jogo aéreo, "afogava" os defesas com os seus quase 2 metros de altura, colocando a bola no fundo das redes com autoridade e astúcia.
Nunca escondeu a sua tristeza por não ter participado na conquista dos 2 títulos europeus, em que não tomou parte fruto da lei tardia das substituições (na segunda final, Cavém lesionou-se.
Torres estava lá, preparado para alinhar. O regulamento não deixou...). A este sentimento juntou a "felicidade infeliz" de ter estado nas restantes 3 finais europeias da década de 60, em que foi vice-campeão.
No Campeonato do Mundo de 1966, deixou igualmente a sua marca indelével. Após ter sido dos mais utilizados na fase qualificação, desempenhou papel preponderante na fase final, ao alinhar em todos os encontros e marcando 3 golos.
Foi 33 vezes internacional. Pelo Benfica, venceu 9 Campeonatos Nacionais e 6 Taças de Portugal. Foi o melhor marcador do campeonato português na época de 62/63, com 26 golos.

Source - FPF.pt
JOSÉ TORRES 1938-…
Os sonhos de «Lagardére», o «Bom Gigante»
Jogos pela Selecção Nacional: 33/14 golos
Estreia: 23-1-1963, em Roma, frente à Bulgária (0-1)
Último jogo: 13-10-1973, em Lisboa, frente à Bulgária (2-2)
Talvez seja esse o destino dos jogadores grandes, desengonçados. Um destino de críticas, de dúvidas, de relações constantes de amor-ódio com os adeptos. José Torres, o «Bom Gigante», chegou ao Benfica vindo do Torres Novas onde dava nas vistas pelo seu bom jogo de cabeça e pela facilidade que tinha em marcar golos. Estávamos em 1959, e a sombra de José Águas tapava o sol do jovem José Torres. Como taparia sempre, mesmo depois do abandono do velho «capitão» do Benfica, tão inevitáveis foram sempre as comparações entre o estilo clássico e elegante do primeiro e o jeito meio trapalhão do segundo. Durante as primeiras três épocas de águia ao peito, José Torres ficou reduzido às reservas e a esporádicas presenças na equipa principal: ao todo 6 jogos e 6 golos marcados. Eficácia não lhe faltava. Tanto assim, que no primeiro ano de titular, foi o melhor marcador do Campeonato Nacional com 26 golos em 21 jogos. Mas o público continuava sem perceber como era possível jogar Torres e Águas ficar no banco. Fernando Riera, o treinador, sabia a resposta.
José Torres foi sempre um homem calmo, paciente. Não foi por acaso que ganhou a alcunha de «Bom Gigante», adaptada de uma figura famosa dos circos e feiras da América, um homem de poucas falas que tinha dois metros e muito de altura. O nome «Largardére» ser-lhe-ia posto no V. Setúbal, por José Maria Pedroto, numa altura da carreira em que saía do banco de suplentes para resolver jogos complicados à maneira de um mosqueteiro que chegasse atrasado à refrega com os soldados do cardeal.
«Largardére», o «Bom Gigante», alimentou sempre uma tristeza na vida: a de não ter sido campeão europeu pelo Benfica, a despeito de ter jogado três finais da Taça dos Campeões, coisa de que poucos jogadores se podem orgulhar. Fica-lhe como consolo um jogo lendário na final do Torneio Ramon Carranza, em Cádis, no tempo em que nele participavam sempre, além da equipa da casa, três das melhores equipas do Mundo. Nesse ano, depois de afastar o Real Madrid, o Benfica jogou a final com o Cádis. Torres saiu do banco quando a sua equipa perdia por 0-1; no final dos 90 minutos, havia 3-3; no final do prolongamento, 7-3: quatro golos do «Bom Gigante». «À fé de Largardére!»
Foi em Janeiro de 1963 que se estreou pela Selecção Nacional, num jogo de desempate para a fase de qualificação do Campeonato da Europa, frente à Bulgária. Portugal perdeu por 0-1, mas Torres ganhou o seu espaço. Na qualificação para o Mundial de 1966, já era membro de pleno direito desse grupo que ficaria, em Inglaterra, conhecido como «Os Magriços». Na fase de preparação para esse Mundial, José Torres tem a fase mais profícua da sua presença na equipa nacional. Em quatro jogos consecutivos marca 7 golos – 1 em Glasgow à Escócia (1-0); 2 em Esbjerg, à Dinamarca (3-1); 3 em Lisboa, ao Uruguai (3-0); 1 no Porto, à Roménia (1-0) – somando mais dois contra a Hungria (3-1) e contra a Bulgária (3-0), já na fase de grupos, em Manchester. No jogo para os terceiro e quarto lugares, em Wembley, marca o golo mais significativo da história da Selecção Nacional até então: o segundo, que garantia a vitória (2-1) frente à URSS, e a melhor classificação de sempre de Portugal num Campeonato do Mundo.
José Torres teve uma carreira longa. Ao fim de doze anos na Luz, é envolvido no negócio Vítor Baptista, e transfere-se para Setúbal e para o Vitória de José Maria Pedroto. Terá três épocas excepcionais. O V. Setúbal luta pelo título, termina duas vezes em 3º lugar e uma em 2º, dá cartas na Taça UEFA eliminando equipas como o Liverpool, o Leeds ou o Inter. Aos 37 anos ainda se sente em condições para jogar no Estoril-Praia e faz cinco épocas, duas delas como treinador-jogador. Abandonou os relvados aos 42 anos. Foi treinador do Estrela da Amadora e do Varzim e assumiu, em 1984, o cargo de Seleccionador Nacional. Na véspera do encontro decisivo, em Estugarda, contra a RFA, que Portugal precisava de vencer, pediu: «Deixem-me sonhar…» O sonho tornou-se realidade: Portugal venceu por 1-0 e, 20 anos depois, atingia nova fase final de um Campeonato do Mundo.
José Torres teve tudo para ser personagem de romance. E foi-o, de certa forma. Basta ler estas linhas de «A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro», de António Tabucchi : « Desejou bons dias e pôs-se a andar. Firmino ficou a vê-lo afastar-se. Era baixinho, com um tronco grande de mais para umas pernas muito curtas. Curiosamente lembrou-se de um outro Torres. Mas a esse, nunca o conhecera, só o vira em imagens da época, na televisão. Era um Torres muito alto, que fora o ídolo do seu pai, o Torres que jogava como avançado-centro no Benfica dos anos-Sessenta. Não sabia jogar, dizia-lhe o pai, mas bastava-lhe esticar a cabeça e zás, a bola entrava na baliza sozinha»

Source - Wikipedia.org (Portuguese)
Carreira
Representou o Benfica entre 1959 e 1971. Desde cedo deu nas vistas, devido ao seu imponente jogo aéreo. Servindo-se da elevada estatura, o ponta-de-lança ganhou estatuto dentro do Clube e foi, durante a década de 60, titular, actuando ao lado de Eusébio na frente de ataque e sendo apoiado por figuras como Coluna, Simões e José Augusto. Teve papel activo na presença do Benfica nas finais europeias de 1963, 1965 e 1968, mas não pôde fazer a festa, como tanto desejava.
Foi mais feliz no Nacional da I Divisão, cujo título saboreou por nove vezes. Individualmente teve a sua coroa de glória na temporada de 1962/63, quando se sagrou (com 26 golos) o melhor marcador do Campeonato Nacional. Torres iniciou-se no clube da sua terra natal (o Torres Novas) e terminou a actividade no Grupo Desportivo Estoril Praia, em 1980, com 42 anos.
Selecção Nacional
Ao serviço da selecção nacional, marcou 14 golos, média significativa para o panorama nacional. Estreando-se com a camisola das quinas a 2 de Janeiro de 1963 num Portugal-Bulgária (0-1) Torres apenas teve de esperar pelo encontro seguinte para dar o seu primeiro tento a Portugal.
Tal como Eusébio, Coluna e Simões, Torres foi um dos poucos atletas que fizeram os seis encontros da qualificação, assim como efectuaria, já na Inglaterra, todos os desafios da fase final (marcando três golos em Inglaterra) do Campeonato do Mundo de 1966. A carreira do futebolista de Torres com a camisola das quinas terminou a 13 de Outubro de 1973 curiosamente, de novo num Portugal-Bulgária (2-2) para o Campeonato da Europa precisamente, também, o jogo de despedida de Eusébio e Simões.
Torres já não se encontrava nessa altura no Benfica, mas sim no Vitória de Setúbal, clube pelo qual registou as suas duas últimas internacionalizações.
Chegava ao fim o percurso do jogador Torres, mas não o de José Torres na na selecção nacional. De facto, haveria de ser ele a comandar os destinos da equipa técnica que consegui, o apuramento para o Mundial do México, de 1986. Na época ficou célebre a sua frase "deixem-me sonhar" quando, ao contrário de quase todo o país, continuava a acreditar no apuramento.
O seu sonho realizou-se com o triunfo em Estugarda (a vitória frente à Alemanha), mas, depois, os problemas que surgiram em Saltillo foram um autêntico pesadelo.
Após o final da carreira, este apaixonado pela columbofilia ainda treinou clubes como o Estrela da Amadora, o Varzim ou o Boavista, mas foi na Selecção Nacional que voltou a estar em destaque. De facto, conseguiu levar Portugal à presença num Mundial, o de 1986, precisamente 20 anos depois de ter ele mesmo estado em campo, em representação da equipa lusa, mas enquanto jogador.
Títulos
9 Campeonatos de Portugal
6 Taças de Portugal
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